PF rejeita segunda proposta de delação de Vorcaro
Informação foi confirmada por interlocutores da Polícia Federal; SBT News antecipou que investigadores avaliavam a colaboração como fraca




O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master | Reprodução/Facebook
A Polícia Federal rejeitou pela segunda vez a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. A informação foi confirmada ao SBT News por interlocutores do órgão nesta quinta-feira (11). A nova proposta havia sido encaminhada à PF e à Procuradoria Geral da República (PGR) no dia 2 de junho.
Segundo apuração, o advogado Sérgio Leonardo, responsável pela defesa de Vorcaro, foi informado da rejeição do pedido por e-mail na quarta-feira (10).
Nos bastidores, três integrantes da PF já indicavam que a proposta tinha grandes chances de ser rejeitada. A nova recusa pode encerrar as tratativas com Vorcaro por uma delação premiada, na qual o banqueiro conseguiria benefícios em troca de informações relevantes para a investigação.
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, está preso desde 4 de março, quando foi alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, ameaças, invasão de dispositivos informáticos e obstrução de investigações.
Avaliação de investigadores
Antes da rejeição, investigadores avaliavam que Vorcaro estava agindo de forma reativa em sua negociação, citando fatos somente após a própria investigação torná-los públicos.
Foi assim com as revelações sobre as viagens bancadas para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sobre o investimento no filme "Dark Horse", que mostra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A PF também teve entendimento que o banqueiro não compreendeu que as fraudes do Banco Master configuram múltiplos crimes, como corrupção ativa e organização criminosa.
Outro ponto de desconfiança estava nos planos do banqueiro de devolver até R$ 60 bilhões aos cofres públicos. Vorcaro pediu a retomada do controle do Master para fazer a venda dos ativos, restituir os credores do banco e devolver recursos à União e aos estados lesados.
Quando rejeitou a primeira proposta de delação, considerada insuficiente por investigadores, a PF voltou a admitir a possibilidade de um novo acordo, desde que fossem apresentados elementos inéditos e mais robustos.














