PF deve rejeitar nova delação de Vorcaro
Órgão avalia recusar, pela segunda vez, colaboração premiada; considerada fraca por investigadores, que querem acabar com negociações


Ficha de prisão de Vorcaro com cabelo e barba raspados | Reprodução
A Polícia Federal deve rejeitar nesta semana a nova proposta de colaboração apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A informação foi confirmada ao SBT News por três integrantes da PF envolvidos, em diferentes níveis, nas negociações com o banqueiro.
A nova rejeição deve encerrar de vez as tratativas com Vorcaro por uma delação premiada, na qual o banqueiro conseguiria benefícios em troca de informações relevantes para a investigação.
A insatisfação com a nova proposta de delação foi comunicada ao advogado Sérgio Leonardo, defensor de Vorcaro, e à equipe do ministro André Mendonça.
A Polícia Federal também entrou em contato com a PGR para obter a avaliação da equipe chefiada por Paulo Gonet. A Procuradoria-Geral da República ainda analisa o material apresentado por Vorcaro.
Reativo e inconformado
Os investigadores avaliam que Vorcaro tem agido de forma reativa em sua negociação, citando fatos somente após a própria investigação torná-los públicos.
Foi assim com as revelações sobre as viagens bancadas para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sobre o investimento no filme Dark Horse, que mostra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A PF também entende que o banqueiro ainda não compreendeu que as fraudes do Banco Master configuram múltiplos crimes, como corrupção ativa e organização criminosa. Mesmo numa delação premiada, Vorcaro nega o cometimento de crimes na relação com a classe política.
Outro ponto de desconfiança está nos planos do banqueiro de devolver até R$ 60 bilhões aos cofres públicos. Vorcaro pede a retomada do controle do Master para fazer a venda dos ativos, restituir os credores do banco e devolver recursos à União e aos estados lesados.























