Economia

Rio estima recuperar R$ 1,4 bilhão aplicado no Master

Governador em exercício também afirmou que estado deve aderir ao Propag no prazo e negocia uso de crédito da Petrobras

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Jessica Cardoso
O governador em exercício, Ricardo Couto | Reprodução/SBT News

O governador em exercício, Ricardo Couto | Reprodução/SBT News

O governo do Rio de Janeiro estima recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão dos recursos do RioPrevidência aplicados no Banco Master. A informação foi dada nesta segunda-feira (8) pelo governador em exercício, Ricardo Couto, após reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília.

Segundo Couto, o estado já adotou medidas judiciais para tentar reaver os valores.

“Fizemos uma estimativa. Parece que o estado do Rio de Janeiro teve um aporte superior a R$ 3 bilhões, por incrível que pareça, mas estamos com todos os esforços possíveis para resgatar. Temos medidas judiciais já postas. Temos decisões judiciais favoráveis ao estado do Rio de Janeiro, o que importa já termos algumas quantias acauteladas para fazermos frente ao ressarcimento ao estado do Rio”, disse.
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Propag e crédito da Petrobras

Durante a agenda em Brasília, Couto também tratou da adesão do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), criado para renegociar os débitos estaduais com a União.

Segundo o governador em exercício, as tratativas estão avançadas e o estado deve formalizar a adesão ao programa até o fim de junho, dentro do prazo previsto pelo governo federal.

“A União está vendo o esforço que está sendo feito no âmbito do estado do Rio de Janeiro. A contenção de despesas que estamos fazendo, com um norte que é, a meu ver, adequado. E parece que essa é a visão da União. Então, tudo se encaminha para uma ótima solução”, afirmou.

Couto também disse que o governo fluminense negocia com o Ministério da Fazenda o reconhecimento de um crédito estimado em R$ 20 bilhões que o estado tem a receber da Petrobras.

A intenção é utilizar esse valor para abater parte da dívida do estado com a União, atualmente superior a R$ 200 bilhões. Segundo ele, a medida “poderia acarretar numa antecipação de três anos”.

Além do crédito ligado à Petrobras, o governador em exercício afirmou que o Rio apresentou outros ativos ao Ministério da Fazenda para reduzir o saldo devedor. Ele, porém, evitou detalhá-los em razão das negociações em curso.

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