Aprovação de Trump recua e atinge nível mais baixo devido à guerra no Irã
Pesquisa Reuters/Ipsos aponta aumento do custo de vida, influenciado pelo conflito, como principal preocupação dos norte-americanos
Camila Stucaluc
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Divulgação/White House
A taxa de aprovação do presidente Donald Trump atingiu o nível mais baixo nos Estados Unidos. É o que aponta a pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada na terça-feira (28), na qual 34% dos moradores afirmaram aprovar o desempenho do republicano no segundo mandato — 2% a menos do que o registrado em abril.
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Trump tem apresentado uma tendência de queda na popularidade desde quando assumiu o cargo de presidente, em janeiro de 2025, ano em que recebia aprovação de 47% dos norte-americanos. Desde então, o percentual foi caindo para abaixo dos 40%, sobretudo devido à economia. Agora, o republicano enfrenta o pior nível de aprovação, influenciado pela guerra contra o Irã.
Isso porque o conflito com Teerã, lançado para conter o programa nuclear do país (leia mais abaixo), se expandiu para o Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo mundial. A crise na região vem afetando o preço do petróleo, pressionando globalmente a inflação.
Nos Estados Unidos, os preços da gasolina subiram mais de 40%, chegando a cerca de US$ 4,18 (R$ 20,89) por galão desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Esse aumento está pesando no bolso das famílias, que questionam o jeito como Trump lida com a economia. Segundo a pesquisa, apenas 22% aprovam a maneira como o presidente conduz as medidas que afetam o custo de vida, ante 25% no mês anterior.
O cenário econômico também preocupa aliados republicanos, que temem que Trump perca o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro deste ano. Embora uma sólida maioria dos republicanos (78%) ainda diga apoiar Trump, 41% do partido afirma desaprovar a gestão do presidente sobre o custo de vida. Ao todo, no âmbito nacional, 73% dos norte-americanos reprovam Trump em relação à economia.
A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada em âmbito nacional e online, coletou respostas de 1.269 adultos nos Estados Unidos, incluindo 1.014 eleitores registrados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.
Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.
Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.
Aprovação de Trump recua e atinge nível mais baixo devido à guerra no Irã Pesquisa Reuters/Ipsos aponta aumento do custo de vida, influenciado pelo conflito, como principal preocupação dos norte-americanosMundo2026-04-29T07:02:31.184ZA taxa de aprovação do presidente Donald Trump atingiu o nível mais baixo nos Estados Unidos. É o que aponta a pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada na terça-feira (28), na qual 34% dos moradores afirmaram aprovar o desempenho do republicano no segundo mandato — 2% a menos do que o registrado em abril. Trump tem apresentado uma tendência de queda na popularidade desde quando assumiu o cargo de presidente, em janeiro de 2025, ano em que recebia aprovação de 47% dos norte-americanos. Desde então, o percentual foi caindo para abaixo dos 40%, sobretudo devido à economia. Agora, o republicano enfrenta o pior nível de aprovação, influenciado pela . Isso porque o conflito com Teerã, lançado para conter o programa nuclear do país (leia mais abaixo), se expandiu para o , rota de cerca de 20% do petróleo mundial. A crise na região vem afetando o preço do petróleo, pressionando globalmente a inflação. Nos Estados Unidos, os preços da gasolina subiram mais de 40%, chegando a cerca de US$ 4,18 (R$ 20,89) por galão desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Esse aumento está pesando no bolso das famílias, que questionam o jeito como Trump lida com a economia. Segundo a pesquisa, apenas 22% aprovam a maneira como o presidente conduz as medidas que afetam o custo de vida, ante 25% no mês anterior. O cenário econômico também preocupa aliados republicanos, que temem que Trump perca o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro deste ano. Embora uma sólida maioria dos republicanos (78%) ainda diga apoiar Trump, 41% do partido afirma desaprovar a gestão do presidente sobre o custo de vida. Ao todo, no âmbito nacional, 73% dos norte-americanos reprovam Trump em relação à economia. A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada em âmbito nacional e online, coletou respostas de 1.269 adultos nos Estados Unidos, incluindo 1.014 eleitores registrados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. Guerra no Irã Ono 28 de fevereiro. O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear. Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções. Tal acordo, no entanto, foi , que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso. Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/aprovacao-de-trump-recua-e-atinge-nivel-mais-baixo-devido-a-guerra-no-ira