Câmara dos EUA rejeita proposta para limitar ataques de Trump contra o Irã
Medida buscava impedir novos ataques ao Irã sem aprovação do Congresso, mas foi barrada por maioria republicana


Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira (5) uma proposta que buscava limitar os poderes do presidente Donald Trump para ordenar novos ataques militares contra o Irã sem autorização do Congresso.
A resolução foi derrotada por 219 votos a 212, em uma votação que seguiu majoritariamente as divisões partidárias. A Câmara é atualmente formado pela maioria do Partido Republicano, aliado do presidente.
Um dia antes, o Senado dos Estados Unidos também bloqueou uma proposta semelhante. Na votação realizada na quarta-feira (4), a resolução foi rejeitada por 53 votos a 47, com apoio majoritário de senadores republicanos ao governo.
Congresso dividido sobre ataques ao Irã
As votações evidenciam a forte divisão política em Washington sobre a ofensiva militar contra o Irã. Parlamentares do Partido Democrata têm criticado amplamente a decisão de Trump de ordenar ataques contra alvos iranianos, enquanto republicanos, em sua maioria, defendem a ação do presidente.
Pela Constituição americana, o poder de declarar guerra pertence exclusivamente ao Congresso. Além disso, a War Powers Resolution estabelece que o presidente só pode ordenar operações militares sem autorização do Congresso em situações de emergência nacional, como resposta a um ataque ou ameaça iminente contra os Estados Unidos.
Após os ataques dos EUA contra o Irã, vários parlamentares democratas classificaram a ação militar como “ilegal”, argumentando que ela não foi previamente autorizada pelo Congresso.
A Casa Branca, por sua vez, sustenta que o presidente possui autoridade para agir em defesa da segurança nacional.









