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EUA propõem compartilhar IA sem restrições burocráticas

Porta-voz do Departamento de Estado afirma que Washington quer compartilhar o que Trump chamou de "superinteligência" de forma responsável com outros países

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Patrícia Vasconcellos

Nova York — Os Estados Unidos querem compartilhar com outros países as tecnologias de inteligência artificial desenvolvidas por empresas americanas, mas sem o que o governo Donald Trump considera excesso de restrições burocráticas.

Em entrevista ao SBT News durante a Assembleia Geral da ONU, a porta-voz do Departamento de Estado Amanda Roberson destacou o termo “superinteligência”, usado por Trump em seu discurso para se referir à inteligência artificial.

“Essa foi uma palavra que só escutamos hoje do presidente Trump no seu discurso”, afirmou Roberson.
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Segundo a representante do governo norte-americano, a inteligência artificial e a chamada superinteligência são estratégicas para os Estados Unidos, especialmente pelo papel das empresas americanas no desenvolvimento dessas tecnologias.

“Claro que a inteligência artificial, a superinteligência, é algo importante para os Estados Unidos porque são as empresas americanas que estão desenvolvendo, sendo muito inovadoras nesse sentido”, disse.

A proposta, segundo ela, é ampliar o acesso internacional a essas tecnologias de maneira responsável, mas evitando barreiras burocráticas.

“Queremos compartilhar essa tecnologia com o mundo, claro, de forma responsável, mas sem restrições burocráticas”, afirmou.

Roberson também disse que Trump já pediu aos demais membros da ONU que sigam nessa direção, colocando a cooperação tecnológica entre os temas discutidos pelo governo americano durante a Assembleia Geral.

Irã

A situação no Oriente Médio também esteve entre os assuntos abordados na entrevista. Roberson afirmou que os Estados Unidos mantêm como objetivo impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear, mas que também buscam uma solução para o conflito.

“O nosso objetivo na guerra com o Irã segue sendo o mesmo. Sabemos que o Irã nunca pode obter uma arma nuclear e estamos tomando medidas para chegar até essa mesma”, afirmou.
“Mas claro que também estamos buscando como resolver esse conflito”, acrescentou.

Segundo a porta-voz, os Estados Unidos também participam de um esforço diplomático envolvendo outros países.

“Chegamos a criar um grupo de um acordo de 140 países aqui na ONU que também está pressionando o Irã a acabar com essa guerra”, disse.

Rússia e Ucrânia

Outro ponto destacado por Roberson foi a guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo ela, Trump também pretende aproveitar o espaço diplomático proporcionado pela Assembleia Geral para buscar uma solução para o conflito.

“O presidente Trump também falou sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia que já tem cinco anos, tempo demais, muitas vidas, muita violência”, afirmou.
“Então ele também está utilizando esse excelente espaço de diplomacia para também conseguir uma resolução a esse conflito”, acrescentou.

Combate ao narcotráfico

Na América Latina, a segurança regional e o combate ao narcotráfico foram apontados como prioridades do governo norte-americano.

Para Roberson, grupos criminosos organizados têm provocado impactos na segurança e nas economias dos países do continente.

“Então, para a América Latina, o presidente Trump foi muito claro que o nosso ponto mais importante é a segurança da região”, afirmou.

A porta-voz também citou as recentes designações de grupos criminosos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos.

“O narcotráfico, os grupos criminosos organizados há muito tempo estão controlando nossa região, estão causando não só muita violência mas impactando as economias dos países nesse hemisfério”, disse.

Roberson também citou a classificação recente recebida por duas facções brasileiras.

“É por isso que os Estados Unidos utilizaram as designações dos grupos criminosos incluindo dois grupos no Brasil, o PCC e o CV, como estrangeiros terroristas, para tentar já frear as ações desses grupos que estão controlando a região.”

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