Trump diz que não é hora de aplicar sanções à Rússia
Presidente americano afirma que punições ao país prejudicariam negociações para o fim da guerra na Ucrânia, que, segundo ele, estariam avançadas

Trump nesta quinta-feira (1º), na Casa Branca | Reprodução
Washington DC - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que seu governo está próximo de um acordo com a Rússia e que, por isso, não pretende aplicar novas sanções econômicas contra Moscou neste momento. “Quando estamos próximos de um acordo, não aplicamos sanções”, declarou, ao justificar sua estratégia de negociação com Vladimir Putin.
A declaração sinaliza que a Casa Branca pretende priorizar a via diplomática para tentar encerrar a guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022. Trump argumenta que novas punições econômicas poderiam comprometer o avanço das conversas com Moscou.
A posição do presidente contrasta com a pressão de parlamentares americanos que defendem medidas mais duras contra a Rússia para forçar Putin a aceitar um acordo de paz e ocorre cinco dias depois que o presidente suspendeu a aplicação de grande parte das sanções previstas na chamada Graham Act, lei aprovada pelo Congresso americano para aumentar a pressão econômica sobre Moscou.
A legislação, sancionada pelo próprio Trump em setembro, prevê tarifas de até 500% sobre produtos russos e de 100% sobre mercadorias de determinados países que compram petróleo e gás da Rússia. As novas punições deveriam entrar em vigor no último domingo (18), mas foram suspensas por uma ordem executiva assinada na sexta-feira (16).
A decisão provocou críticas do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que acusou Washington de favorecer Moscou. Agora, Trump justifica a suspensão afirmando que os Estados Unidos estão próximos de um acordo com a Rússia e que não é o momento de impor novas sanções.
A libertação de Stephen Hubbard
Nesta quarta-feira, a Rússia libertou o professor americano aposentado Stephen Hubbard, de 74 anos, que estava preso havia mais de quatro anos. Hubbard foi capturado pelas forças russas em abril de 2022, na Ucrânia, onde vivia desde 2014. Acusado de atuar como mercenário ao lado das forças ucranianas, foi condenado em outubro de 2024 a seis anos e dez meses de prisão. A família sempre contestou as acusações e o governo americano classificava sua detenção como injusta.
Segundo Donald Trump, a libertação ocorreu depois de um pedido pessoal feito a Putin durante uma conversa telefônica na semana passada. O presidente norte americano afirmou que os Estados Unidos não precisaram libertar nenhum prisioneiro russo em troca.

























