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Trump elogia fusão da Paramount e Warner: “ótima empresa”

Em resposta ao SBT News, presidente norte-americano comemorou conclusão do negócio nesta terça-feira (6), que deu origem à Skydance

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Patrícia Vasconcellos
Donald Trump responde a jornalistas nesta terça-feira (6) | SBT News

Donald Trump responde a jornalistas nesta terça-feira (6) | SBT News

Washington, D.C. — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu positivamente à conclusão do acordo entre Paramount e Warner, que deu origem à Skydance.

Questionado pelo SBT News nesta terça-feira (6) sobre a fusão, Trump afirmou que estava sendo informado naquele momento sobre a decisão da mais alta instância do Judiciário de não bloquear a negociação.

“Você está me dizendo isso agora. Estou feliz. Vai ser uma ótima empresa com pessoas fantásticas”, disse Trump.
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Donald Trump responde a jornalistas nesta terça-feira (6) | SBT News
Donald Trump responde a jornalistas nesta terça-feira (6) | SBT News

Avaliada em cerca de US$ 110 bilhões, a Skydance vai reunir alguns dos principais estúdios, canais de televisão e plataformas de streaming dos Estados Unidos sob o comando da nova marca. A companhia começa com um grande desafio: a incorporação de cerca de US$ 80 bilhões em dívidas e a necessidade de transformar o tamanho do novo conglomerado em crescimento e rentabilidade.

“Nós estamos indo muito bem economicamente, nunca tivemos números como os de agora”, disse Trump ao SBT News, ainda ao comentar a fusão das empresas.

Suprema Corte liberou fusão com processo em curso

A decisão da Suprema Corte que abriu caminho para a conclusão do acordo foi tomada na segunda-feira (5) pela ministra Elena Kagan, responsável na Corte pelos pedidos emergenciais provenientes do Tribunal de Apelações do Nono Circuito.

Kagan rejeitou o pedido de cinco consumidores para bloquear a fusão. A decisão não significa, no entanto, que a Suprema Corte tenha analisado e aprovado o mérito da ação. O processo segue nas instâncias inferiores.

A contestação dos consumidores foi apenas uma das batalhas judiciais enfrentadas pelas empresas. Uma coalizão de 12 estados americanos havia processado a Paramount para tentar impedir a aquisição com base nas leis antitruste (regras para garantir mercados justos e impedir abusos do poder econômico).

Os estados sustentavam que a combinação poderia reduzir a concorrência na distribuição de filmes de grande lançamento e no mercado de canais de televisão por assinatura, com possíveis consequências sobre preços, qualidade e quantidade de conteúdo disponível. A disputa terminou em acordo.

Entre as concessões aceitas pela Paramount estão o compromisso de lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas americanos durante os próximos cinco anos e ampliar em US$ 300 milhões anuais os investimentos em produções nos Estados Unidos. As empresas também deverão manter separadas determinadas negociações de distribuição dos canais de TV a cabo.

Outro ponto do acordo está diretamente relacionado ao jornalismo. A nova companhia terá de criar um conselho para supervisionar a independência editorial da CNN e da CBS News.

A juíza Martínez-Olguín aprovou o acordo em 30 de setembro, considerando que as medidas eram suficientes para responder às preocupações concorrenciais levantadas pelos estados. A decisão eliminou um dos principais obstáculos jurídicos que ainda impediam a conclusão da operação.

Concentração em Hollywood

A criação da Skydance ocorre em um momento de profunda transformação da indústria do entretenimento. Os tradicionais estúdios de Hollywood enfrentam a concorrência crescente das plataformas de streaming e de grandes empresas de tecnologia, ao mesmo tempo que tentam reduzir custos e tornar suas operações digitais lucrativas.

Para a nova companhia, a escala é uma vantagem: a combinação reúne grandes bibliotecas de filmes e séries, estúdios de produção, canais de televisão, serviços de streaming e operações jornalísticas.

Para os críticos, essa mesma escala representa o principal risco. A fusão reduz o número de grandes grupos independentes de Hollywood e concentra ainda mais a produção e a distribuição de conteúdo.

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