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Republicanos se preparam para convenção de meio de mandato

Porta-voz do Comitê Nacional Republicano diz que evento em Dallas (Texas) será oportunidade para mostrar aos eleitores as ações do presidente Trump

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Patrícia Vasconcellos
Donald Trump chega à Casa Branca após viagem a Nova York. | Casa Branca/Andrea Hanks

Donald Trump chega à Casa Branca após viagem a Nova York. | Casa Branca/Andrea Hanks

Washington DC - Pela primeira vez na história, o partido Republicano vai realizar uma convenção nacional antes das eleições de meio de mandato, as chamadas midterms. O evento acontecerá em Dallas, no Texas, entre os dias 9 e 10 de setembro.

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Em entrevista ao SBT, o porta-voz do Comitê Nacional Republicano falou sobre o ineditismo da convenção. Segundo Jaime Florez, o evento é importante para que os eleitores “saibam o que o presidente está fazendo por eles”. “Nós vamos não só dar crédito ao presidente pelo que ele faz mas também abrir um pouco os olhos dos votantes de novembro sobre o que, lamentavelmente, está acontecendo do outro lado do Partido Republicano que foi praticamente invadido por tendências de esquerda bem extremistas”.

Jaime Florez criticou algumas propostas que seriam do partido de oposição. "Na última reunião do Comitê Nacional Democrata, decidiram que eles querem abolir as entidades que tomam conta da lei nos Estados Unidos, as autoridades legais dos Estados Unidos, que eles querem acabar com elas, retirar os recursos para a polícia”, disse.

O vice-presidente JD Vance irá discursar no primeiro dia e Donald Trump sobe ao palco no fim da convenção, no dia 10 de setembro. Questionado se o evento é uma demonstração de força após algumas desavenças públicas entre integrantes do partido Republicano, o porta-voz respondeu:

"Eu acho que no partido que existe e tem que continuar existindo não é divisão, é diversidade. Nós não somos um partido monolítico, nós não somos o Partido Comunista da Coreia do Norte, nós não somos o Partido Comunista de Cuba. Nós somos um partido onde, primeiro, nós entendemos perfeitamente que os senadores e os congressistas, os representantes da Câmara, representam os seus distritos, as pessoas que votaram neles, as pessoas que elegeram eles. Eles não trabalham para o nosso partido, eles têm o direito e a obrigação de responder aos interesses dos votantes deles. Então, vai haver sempre, vão acontecer sempre diferenças, mas o partido tem os mecanismos para chegar a acordos e para, quando necessário, votar por alguma decisão, como acontece todos os anos no marco das reuniões do Comitê Nacional Republicano”.

Jaime Florez acredita que o partido de Donald Trump tem condições de manter a liderança nas duas casas. "Essa tradição de que sempre o partido no governo perde cadeiras, tanto na Câmara como no Senado, nós acreditamos que, do jeito que as coisas estão se dando, nós não só vamos manter as que temos, mas provavelmente vamos ganhar uma ou duas mais, tanto na Câmara como no Senado”, disse.

O partido Democrata não fará convenção de meio de mandato porque decidiu - segundo a legenda - focar nas campanhas regionais.

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