Mundo

Após visita de Zelensky e Netanyahu, EUA prometem atacar Irã

O líder israelense falou com o chefe do Pentágono nesta quarta-feira, e Trump deu adeus mais uma vez ao cessar-fogo

Avatar de Patrícia Vasconcellos
Patrícia Vasconcellos
Casa Branca em Washington (EUA) | Foto: Reprodução

Casa Branca em Washington (EUA) | Foto: Reprodução

“Vamos atingi-los fortemente, eles podem esperar por isso”, disse Donald Trump, nesta quarta-feira (29), no Salão Oval, sobre os iranianos.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A fala acontece um dia depois dos encontros com Volodymyr Zelensky e Benjamin Netanyahu na Casa Branca em meio a um vai-e-vem na situação dos bombardeios no Oriente Médio.

📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.

Na terça-feira (28), tanto o líder ucraniano quanto o premiê israelense chegaram pela lateral da Ala Oeste da sede do executivo dos Estados Unidos, sem a presença dos jornalistas. No escritório do presidente, as bilaterais foram fechadas à imprensa. Tanto Zelensky quanto Netanyahu descreveram o encontro como produtivo.

“Foi uma conversa sobre parceria total, apoio mútuo para um objetivo comum: garantir que o Irã não terá armas nucleares”, disse o primeiro-ministro de Israel.

Horas antes, ele havia sido mencionado pelo presidente norte-americano em uma entrevista de TV. Trump questionou o fato de Netanyahu ter compartilhado com a imprensa um assunto que ele gostaria que fosse tratado de forma privada: as instalações subterrâneas iranianas nas montanhas Pickaxe.

“Por que não fala isso comigo diretamente em vez de tornar público?”, perguntou o republicano.

Nos bastidores, a dúvida é o quanto a presença de Netanyahu e Zelensky na Casa Branca poderia de fato interferir no andamento da guerra contra o Irã.

Washington afirmava até o fim da terça-feira (28) que a pausa nos ataques tem motivação diplomática, embora publicações norte-americanas afirmem que haveria um estoque baixo de armamento, incluindo mísseis Patriots –o que o governo nega. Trump na segunda-feira (27) garantiu que o estoque bélico do país é alto.

Durante a madrugada, mais mísseis cruzaram os céus dos países que fazem fronteira com o Irã, e uma novidade ganhou as manchetes nesta quarta-feira: a Arábia Saudita atuou militarmente junto a Washington para atingir alvos que apoiam o Irã no Iraque.

Ao menos 30 pessoas morreram, segundo as autoridades de Bagdá. É um jogo de quebra-cabeças no qual os líderes árabes tentam navegar conforme os dias passam.

O presidente do Iraque, Nizar Amedi, esteve há pouco tempo na capital dos Estados Unidos. Junto a Trump, ouviu palavras positivas que garantiam, naquele momento, que os países da região eram bons parceiros e que seriam protegidos.

Hoje, o Iraque condena os ataques da última noite, deixando em aberto a dúvida de como os sauditas - e os qataris - poderão se comportar daqui para a frente.

A guerra inicialmente lançada no universo que abrangia Irã, Israel - e inevitavelmente Líbano - agora engloba reações no Iêmen, com a promessa de retaliação dos houthis aos navios que trafegam pelo Mar Vermelho como resposta aos ataques sofridos pelos iranianos e à rivalidade saudita.

Ao fim do dia, o barril do petróleo teve alta de quase 7%, Netanyahu –ainda em solo norte americano-- garantia uma situação controlada do lado israelense e tanto Washington quanto Teerã afirmavam que suas estratégias militares estavam à frente neste conflito.

A Ucrânia como novo elemento no conflito do Oriente Médio

Por anos, desde a invasão russa, a Ucrânia tem sido um ator do seu próprio conflito, mas pela primeira vez o governo de Kiev se vê envolvido em uma guerra mais distante: depois que duas embarcações iranianas foram atingidas no mar Cáspio, Teerã prometeu revanche.

O governo do Irã afirmou que um dos navios atingidos carregava ferro e um marinheiro morreu. Apesar de não estar no radar global pela sua localização geográfica, o mar Cáspio engloba uma importante região de águas internacionais entre a Rússia, o Azerbaijão, o Turcomenistão, o Cazaquistão e o Irã.

É ali que os navios militares russos se realocam de tempos em tempos em meio à guerra contra a Ucrânia. Com a ação militar a mando de Kiev no último fim de semana, a zona de conforto naval de Moscou entrou não só nas manchetes mas nos radares das conversas de bastidores em Washington, Teerã e Tel Aviv.

Eduardo Bolsonaro na Blair House

Na manhã desta quarta-feira, a coluna “Direto da Casa Branca" conversou brevemente com Eduardo Bolsonaro em frente à Blair House.

O ex-deputado brasileiro afirmou que foi convidado para um evento no local em que Benjamin Netanyahu estava hospedado com a delegação israelense.

O premiê de Israel teve uma reunião, no começo do dia, com o Secretário de Guerra Pete Hegseth e outras autoridades do Pentágono. Na sequência, teve outros encontros na residência usada para convidados do presidente norte-americano.

Mais da Direto da Casa Branca

Mundo
07/03/2026

A cúpula de parte das Américas

Donald Trump recebeu em Doral, neste sábado, líderes latinos de direita; o Brasil, segundo disse Trump há alguns dias, é esperado na Casa Branca

Últimas notícias de Mundo