Após visita de Zelensky e Netanyahu, EUA prometem atacar Irã
O líder israelense falou com o chefe do Pentágono nesta quarta-feira, e Trump deu adeus mais uma vez ao cessar-fogo

Casa Branca em Washington (EUA) | Foto: Reprodução
“Vamos atingi-los fortemente, eles podem esperar por isso”, disse Donald Trump, nesta quarta-feira (29), no Salão Oval, sobre os iranianos.
A fala acontece um dia depois dos encontros com Volodymyr Zelensky e Benjamin Netanyahu na Casa Branca em meio a um vai-e-vem na situação dos bombardeios no Oriente Médio.
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Na terça-feira (28), tanto o líder ucraniano quanto o premiê israelense chegaram pela lateral da Ala Oeste da sede do executivo dos Estados Unidos, sem a presença dos jornalistas. No escritório do presidente, as bilaterais foram fechadas à imprensa. Tanto Zelensky quanto Netanyahu descreveram o encontro como produtivo.
“Foi uma conversa sobre parceria total, apoio mútuo para um objetivo comum: garantir que o Irã não terá armas nucleares”, disse o primeiro-ministro de Israel.
Horas antes, ele havia sido mencionado pelo presidente norte-americano em uma entrevista de TV. Trump questionou o fato de Netanyahu ter compartilhado com a imprensa um assunto que ele gostaria que fosse tratado de forma privada: as instalações subterrâneas iranianas nas montanhas Pickaxe.
“Por que não fala isso comigo diretamente em vez de tornar público?”, perguntou o republicano.
Nos bastidores, a dúvida é o quanto a presença de Netanyahu e Zelensky na Casa Branca poderia de fato interferir no andamento da guerra contra o Irã.
Washington afirmava até o fim da terça-feira (28) que a pausa nos ataques tem motivação diplomática, embora publicações norte-americanas afirmem que haveria um estoque baixo de armamento, incluindo mísseis Patriots –o que o governo nega. Trump na segunda-feira (27) garantiu que o estoque bélico do país é alto.
Durante a madrugada, mais mísseis cruzaram os céus dos países que fazem fronteira com o Irã, e uma novidade ganhou as manchetes nesta quarta-feira: a Arábia Saudita atuou militarmente junto a Washington para atingir alvos que apoiam o Irã no Iraque.
Ao menos 30 pessoas morreram, segundo as autoridades de Bagdá. É um jogo de quebra-cabeças no qual os líderes árabes tentam navegar conforme os dias passam.
O presidente do Iraque, Nizar Amedi, esteve há pouco tempo na capital dos Estados Unidos. Junto a Trump, ouviu palavras positivas que garantiam, naquele momento, que os países da região eram bons parceiros e que seriam protegidos.
Hoje, o Iraque condena os ataques da última noite, deixando em aberto a dúvida de como os sauditas - e os qataris - poderão se comportar daqui para a frente.
A guerra inicialmente lançada no universo que abrangia Irã, Israel - e inevitavelmente Líbano - agora engloba reações no Iêmen, com a promessa de retaliação dos houthis aos navios que trafegam pelo Mar Vermelho como resposta aos ataques sofridos pelos iranianos e à rivalidade saudita.
Ao fim do dia, o barril do petróleo teve alta de quase 7%, Netanyahu –ainda em solo norte americano-- garantia uma situação controlada do lado israelense e tanto Washington quanto Teerã afirmavam que suas estratégias militares estavam à frente neste conflito.
A Ucrânia como novo elemento no conflito do Oriente Médio
Por anos, desde a invasão russa, a Ucrânia tem sido um ator do seu próprio conflito, mas pela primeira vez o governo de Kiev se vê envolvido em uma guerra mais distante: depois que duas embarcações iranianas foram atingidas no mar Cáspio, Teerã prometeu revanche.
O governo do Irã afirmou que um dos navios atingidos carregava ferro e um marinheiro morreu. Apesar de não estar no radar global pela sua localização geográfica, o mar Cáspio engloba uma importante região de águas internacionais entre a Rússia, o Azerbaijão, o Turcomenistão, o Cazaquistão e o Irã.
É ali que os navios militares russos se realocam de tempos em tempos em meio à guerra contra a Ucrânia. Com a ação militar a mando de Kiev no último fim de semana, a zona de conforto naval de Moscou entrou não só nas manchetes mas nos radares das conversas de bastidores em Washington, Teerã e Tel Aviv.
Eduardo Bolsonaro na Blair House
Na manhã desta quarta-feira, a coluna “Direto da Casa Branca" conversou brevemente com Eduardo Bolsonaro em frente à Blair House.
O ex-deputado brasileiro afirmou que foi convidado para um evento no local em que Benjamin Netanyahu estava hospedado com a delegação israelense.
O premiê de Israel teve uma reunião, no começo do dia, com o Secretário de Guerra Pete Hegseth e outras autoridades do Pentágono. Na sequência, teve outros encontros na residência usada para convidados do presidente norte-americano.

























