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Trump fala em usar poderio militar no Hemisfério Ocidental

Durante seu discurso na ONU, líder dos EUA comentou sobre classificação de cartéis de drogas da América Latina como organizações terroristas

A
André de Sena
Presidente dos EUA, Donald Trump, na ONU | Kylie Cooper/Reuters

Presidente dos EUA, Donald Trump, na ONU | Kylie Cooper/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (22) que, se necessário, vai utilizar seu poderio militar para garantir os interesses de seu país no Hemisfério Ocidental. Recentemente, Washington passou a classificar facções criminosas da América Latina como organizações terroristas, inclusive o PCC e o Comando Vermelho, do Brasil.

A fala do líder americano ocorreu durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, que teve início hoje na sede da ONU, em Nova York, e vai se estender até segunda-feira (28).

"Os Estados Unidos não permitirão mais que ameaças à América ganhem terreno em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. E, se necessário, usaremos nosso poderio militar inigualável para assegurar os interesses nacionais vitais", afirmou o americano.

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Ele também comparou os cartéis de drogas ao grupo terrorista Estado Islâmico. "Eles devem ser mortos, banidos ou detidos como combatentes inimigos sem possibilidade de libertação — que é exatamente o que estamos fazendo", disse.

"Com esse objetivo, os Estados Unidos realizaram dezenas de ataques contra embarcações de cartéis de drogas, destruindo 97% dos entorpecentes que chegavam às águas oceânicas e marítimas", acrescentou.

O combate ao tráfico de drogas foi a justificativa utilizada por Washington para realizar a operação militar que tirou Nicolás Maduro do poder na Venezuela. Esse cenário gera temores de que possa haver alguma tentativa de interferência no Brasil. Na semana passada, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou para o "risco crítico" disso acontecer nas eleições brasileiras.

Antes de Trump subir no púlpito, o presidente Lula proferiu o discurso de abertura da Assembleia Geral. Em sua fala, o petista, que tenta se reeleger, reconheceu que "a democracia está novamente em xeque" e que a América Latina voltou "a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais". Mas disse que "o Brasil não cabe no quintal de ninguém".

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