Taxa das blusinhas: Planalto contraria Fazenda e vice-presidente em modo de emergência eleitoral
Comunicação do governo Lula ganhou queda de braço com equipe econômica depois de crises em série

O Palácio do Planalto contrariou a orientação da equipe econômica do governo e até mesmo do vice-presidente Geraldo Alckmin para que a chamada “taxa das blusinhas” fosse mantida. A decisão ocorre em meio a uma sequência de crises enfrentadas pelo governo, que agora tenta reagir com o anúncio de medidas populares articuladas pela comunicação presidencial.
A tentativa de mudar o foco acontece após derrotas recentes, como a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto da dosimetria de penas, medida que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A chamada taxa das blusinhas prevê cobrança de alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas por pessoas físicas em plataformas estrangeiras. Para valores superiores, a taxação pode chegar a 60%.
A pressão do governo para acabar com o imposto aumentou após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como um dos principais adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições, defender publicamente o fim da cobrança.
A oposição, segundo apuração do SBT News, buscava retirar do governo o protagonismo sobre a revogação da medida. Lideranças do PL chegaram a apresentar um requerimento de urgência para um projeto de decreto legislativo sobre o tema.
A avaliação no Planalto é que, caso o Congresso conduzisse o debate, Lula poderia perder o ganho político esperado com a redução nos preços de produtos comprados em sites asiáticos.
Desde a semana passada, com a viagem de Lula para encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o governo federal vem tentando afastar a percepção de fragilidade política.






















































