Iander Porcella
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Coluna do Iander

Com extensão em Jornalismo Econômico, Iander Porcella atuou na Coluna do Estadão e na Agência Estado, cobrindo os bastidores da política em Brasília e o Congresso Nacional. Em São Paulo, especializou-se na cobertura de mercados financeiros globais.

Política

Aliados de Messias reduzem otimismo e agora preveem entre 45 e 48 votos favoráveis no Senado

Previsão mais otimista nos últimos dias chegou a ultrapassar 50 votos; Messias precisa do apoio de pelo menos 41 senadores para ser aprovado para o STF

Imagem da noticia Aliados de Messias reduzem otimismo e agora preveem entre 45 e 48 votos favoráveis no Senado
Jorge Messias em sabatina no Senado | Agência Senado
Iander Porcella

Aliados de Jorge Messias que acompanham sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (29) refazem cálculos para tentar medir o apoio que ele terá no plenário. A atual aposta entre os principais interlocutores do advogado-geral da União é de um placar entre 45 e 48 votos favoráveis - a previsão mais otimista nos últimos dias chegou a ultrapassar os 50 votos. Messias precisa de pelo menos 41 para ser aprovado como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A expectativa é positiva, segundo aliados de Messias ouvidos pelo SBT News. No entanto, “tudo pode acontecer”, ponderam os interlocutores do advogado-geral da União.

Nesta manhã, durante a sabatina na CCJ, a senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) declarou que votará contra Messias no plenário. Ela assumiu em março a vaga deixada por Mecias de Jesus (Republicanos-RR). O ex-parlamentar evangélico havia declarado voto a favor do advogado-geral da União, antes de deixar o cargo para se tornar ministro do Tribunal de Contas de Roraima.

O Palácio do Planalto atuou nos últimos dias para facilitar a aceitação de Messias entre os senadores com liberação de emendas e promessas de indicações em agências reguladoras. No entanto, o vazamento de um encontro até então secreto entre Messias e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), causou incômodo no senador, que não declarou apoio ao indicado pelo presidente Lula porque preferia a nomeação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a Corte.

Durante a sabatina, Messias disse ser contra o aborto, defendeu o aperfeiçoamento e a autocontenção do STF - em um contexto de desgaste da Corte na opinião pública - e negou ter havido perseguição aos condenados do 8 de Janeiro.

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