Iander Porcella
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Coluna do Iander

Com extensão em Jornalismo Econômico, Iander Porcella atuou na Coluna do Estadão e na Agência Estado, cobrindo os bastidores da política em Brasília e o Congresso Nacional. Em São Paulo, especializou-se na cobertura de mercados financeiros globais.

Política

PT prepara ofensiva contra Flávio Bolsonaro nas redes sociais com foco em milícia

Ideia de desconstruir imagem parte do diagnóstico do partido de que boa parte da população ainda não sabe exatamente quem é o filho do ex-presidente Bolsonaro

Imagem da noticia PT prepara ofensiva contra Flávio Bolsonaro nas redes sociais com foco em milícia
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado
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O PT prepara uma ofensiva nas redes sociais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição para o Palácio do Planalto. Segundo apurou o SBT News, o partido vai lançar na semana que vem uma campanha digital para “mostrar ao eleitor quem é Flávio”. As primeiras peças de marketing vão relacionar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro a milícias no Rio de Janeiro.

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A estratégia montada pelo PT é uma reação às pesquisas de intenção de voto que mostram empate técnico entre Lula e Flávio em simulações de segundo turno. A ideia de desconstruir a imagem de Flávio a partir de agora parte do diagnóstico do partido de que boa parte da população ainda não sabe exatamente quem é o filho de Bolsonaro.

Nos próximos dias, portanto, as redes sociais do PT vão relembrar episódios polêmicos do passado de Flávio, como homenagens a milicianos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), além da nomeação da mãe e da esposa do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, acusado de chefiar o Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel que atuava no Rio.

Em 2019, no primeiro ano do governo Bolsonaro, Adriano da Nóbrega e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira foram alvos da Operação Intocáveis, que investigava a atuação de milícias no Rio. Os dois foram homenageados pela Alerj entre 2003 e 2004 por indicação do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Apontado pela Polícia Federal (PF) como ex-chefe da milícia da Muzema, na zona oeste do Rio, Ronald foi condenado neste ano a 56 anos de prisão, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por participação nos assassinatos de Marielle e Anderson. Ele foi acusado de monitorar a rotina da vereadora durante os preparativos para o crime, que ocorreu em 2018.

Adriano, por sua vez, foi morto no interior da Bahia em 2020 durante uma operação policial para capturá-lo, mas a família aponta queima de arquivo. Por anos, a mãe e a esposa do ex-capitão do Bope trabalharam com Flávio na Alerj, assim como o ex-PM Fabrício Queiroz, pivô da suspeita de prática de rachadinha no gabinete - a investigação, contudo, foi arquivada pela Justiça.

Campanha 2022

Na campanha eleitoral de 2022, a campanha de Lula também associou Jair Bolsonaro à milícia. “Quem tem amizade com criminoso é Bolsonaro, que sempre andou com milicianos, assassinos e hoje está ajudando a armar o crime organizado”, dizia um trecho de uma peça que foi ao ar no horário gratuito de propaganda eleitoral na TV.

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