Marina Silva defende mais mulheres no Senado e prevê definição de chapa até o fim do mês
Pré-candidata em SP minimiza disputas internas, apoia CPI do caso Master e critica propostas de interferência no Judiciário



Raquel Landim
Nathalia Fruet
Vicklin Moraes
A deputada federal Marina Silva (Rede), pré-candidata ao Senado por São Paulo, defendeu o aumento da participação feminina na política e afirmou que a definição da chapa governista para as eleições de 2026 deve ocorrer até o fim do mês.
Em entrevista ao SBT News, a parlamentar destacou o déficit de representatividade feminina no Congresso Nacional e relacionou o tema ao avanço da violência contra as mulheres e ao aumento dos casos de feminicídio.
“Nós temos um déficit de mulheres no Congresso. Quanto mais mulheres tivermos em condições reais de disputar e vencer, mais espaço haverá para pautas historicamente deixadas de lado”, afirmou.
A declaração foi dada ao comentar a disputa pelas vagas ao Senado na chapa liderada por Fernando Haddad, que envolve nomes como Márcio França e Simone Tebet.
Em entrevista ao SBT News na terça-feira (8), o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) indicou que sua candidatura é prioridade dentro do partido. Além dele, a ex-ministra Simone Tebet, que se filiou ao PSB no fim de março, também é citada como pré-candidata da base aliada do presidente no estado.
Marina minimizou divergências internas e afirmou que o diálogo no grupo ocorre de forma "tranquila". Segundo ela, a federação Rede-PSOL pleiteia a segunda vaga ao Senado.
“Estamos nos colocando como pré-candidatos à segunda vaga. É legítimo que outros nomes também se coloquem. Vamos chegar ao melhor termo”, disse.
Ao comentar o cenário político paulista, Marina afirmou que o estado exige uma estratégia de desenvolvimento que vá além de medidas tradicionais.
"São Paulo precisa de visão estratégica. Não se governa um estado como esse apenas com privatizações e concessões. É preciso investir na bioindústria e na economia de baixo carbono", declarou.
A parlamentar também ressaltou que o agronegócio não é homogêneo e defendeu a modernização do setor com base em inovação e sustentabilidade.
Caso Master
Durante a entrevista, Marina também defendeu a investigação de denúncias envolvendo o chamado “caso Banco Master” e declarou apoio à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
“Investigar é uma obrigação diante de fatos graves. É preciso usar todos os mecanismos para chegar à verdade e garantir a responsabilização”, afirmou.
Sobre propostas de mudanças no Judiciário, a deputada criticou iniciativas que possam comprometer a independência entre os Poderes “A Constituição deve ser respeitada. Reformas precisam fortalecer a transparência e os mecanismos de autocorreção, não interferir na autonomia das instituições”, disse.









