Política

Pastora Helena Raquel rejeita politização de discurso contra violência doméstica: "Questão humanitária"

Líder de igreja evangélica afirma que mulheres não podem ser submissas a homens violentos

A pastora Helena Raquel, que viralizou nas redes sociais após discurso contra a violência doméstica e omissão nas igrejas, falou com exclusividade ao SBT News e voltou a defender que as mulheres denunciem seus agressores.

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"A minha grande motivação parte do potencial que a igreja tem para atuar em áreas de vulnerabilidade, de dificuldade, aonde o estado não chega, ou algumas vezes se omite", afirma a pastora.

Helena afirma que recebe muitos relatos de fiéis que acreditam que a solução é orar para o agressor, e não denunciá-lo, por exemplo.

"Vejo pessoas muito equivocadas acerca da questão da violência, acreditando que elas devem orar e esperar", conta.
"Não estou tirando o valor que a oração tem, mas quando eu digo: 'pare de orar por essa pessoa e passe a orar por você', o que estou dizendo pra mulher é 'use a oração para o seu próprio encorajamento, pra que você se posicione e busque pela sua própria vida'", completa.

A pastora defende ainda que, ao denunciar uma violência de qualquer tipo, a mulher não expõe a igreja, e sim evidencia que ela não corrobora com esse tipo de atitude.

Questionada sobre o posicionamento de outros líderes evangélicos que usam o trecho da Bíblia que fala em submissão da mulher ao homem, a pastora fala em má interpretação e enfatiza: "não posso ser submissa a um abusador, não posso ser submissa a um homem violento".

Repercussão política

Sobre o uso de sua fala para associação com discursos de esquerda, Helena Raquel esclarece que trata-se de um tema humanitário, e não político.

"Eu não estava falando de uma questão da direita ou da esquerda, eu estava falando de uma questão humanitária", afirma a pastora.

Helena Raquel esclareceu também que não pretende se candidatar a nenhum cargo político nas eleições deste ano.

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