Pastora Helena Raquel rejeita politização de discurso contra violência doméstica: "Questão humanitária"
Líder de igreja evangélica afirma que mulheres não podem ser submissas a homens violentos
SBT News
08/05/2026, 21:51 • Atualizado em 08/05/2026, 21:52
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A pastora Helena Raquel, que viralizou nas redes sociais após discurso contra a violência doméstica e omissão nas igrejas, falou com exclusividade ao SBT News e voltou a defender que as mulheres denunciem seus agressores.
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"A minha grande motivação parte do potencial que a igreja tem para atuar em áreas de vulnerabilidade, de dificuldade, aonde o estado não chega, ou algumas vezes se omite", afirma a pastora.
Helena afirma que recebe muitos relatos de fiéis que acreditam que a solução é orar para o agressor, e não denunciá-lo, por exemplo.
"Vejo pessoas muito equivocadas acerca da questão da violência, acreditando que elas devem orar e esperar", conta.
"Não estou tirando o valor que a oração tem, mas quando eu digo: 'pare de orar por essa pessoa e passe a orar por você', o que estou dizendo pra mulher é 'use a oração para o seu próprio encorajamento, pra que você se posicione e busque pela sua própria vida'", completa.
A pastora defende ainda que, ao denunciar uma violência de qualquer tipo, a mulher não expõe a igreja, e sim evidencia que ela não corrobora com esse tipo de atitude.
Questionada sobre o posicionamento de outros líderes evangélicos que usam o trecho da Bíblia que fala em submissão da mulher ao homem, a pastora fala em má interpretação e enfatiza: "não posso ser submissa a um abusador, não posso ser submissa a um homem violento".
Repercussão política
Sobre o uso de sua fala para associação com discursos de esquerda, Helena Raquel esclarece que trata-se de um tema humanitário, e não político.
"Eu não estava falando de uma questão da direita ou da esquerda, eu estava falando de uma questão humanitária", afirma a pastora.
Helena Raquel esclareceu também que não pretende se candidatar a nenhum cargo político nas eleições deste ano.
Pastora Helena Raquel rejeita politização de discurso contra violência doméstica: "Questão humanitária"Líder de igreja evangélica afirma que mulheres não podem ser submissas a homens violentosPolítica2026-05-08T21:51:23.226ZA pastora Helena Raquel, que viralizou nas redes sociais após discurso contra a violência doméstica e omissão nas igrejas, falou com exclusividade ao SBT News e voltou a defender que as mulheres denunciem seus agressores. "A minha grande motivação parte do potencial que a igreja tem para atuar em áreas de vulnerabilidade, de dificuldade, aonde o estado não chega, ou algumas vezes se omite", afirma a pastora. Helena afirma que recebe muitos relatos de fiéis que acreditam que a solução é orar para o agressor, e não denunciá-lo, por exemplo. "Vejo pessoas muito equivocadas acerca da questão da violência, acreditando que elas devem orar e esperar", conta. "Não estou tirando o valor que a oração tem, mas quando eu digo: 'pare de orar por essa pessoa e passe a orar por você', o que estou dizendo pra mulher é 'use a oração para o seu próprio encorajamento, pra que você se posicione e busque pela sua própria vida'", completa. A pastora defende ainda que, ao denunciar uma violência de qualquer tipo, a mulher não expõe a igreja, e sim evidencia que ela não corrobora com esse tipo de atitude. Questionada sobre o posicionamento de outros líderes evangélicos que usam o trecho da Bíblia que fala em submissão da mulher ao homem, a pastora fala em má interpretação e enfatiza: "não posso ser submissa a um abusador, não posso ser submissa a um homem violento". Repercussão política Sobre o uso de sua fala para associação com discursos de esquerda, Helena Raquel esclarece que trata-se de um tema humanitário, e não político. "Eu não estava falando de uma questão da direita ou da esquerda, eu estava falando de uma questão humanitária", afirma a pastora. Helena Raquel esclareceu também que não pretende se candidatar a nenhum cargo político nas eleições deste ano.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pastora-helena-raquel-rejeita-politizacao-de-discurso-contra-violencia-domestica-questao-humanitaria
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