Sóstenes descarta rompimento com PP após operação da PF contra Ciro Nogueira
Líder do PL afirma que partido seguirá negociando com a federação mesmo após investigação que cita Ciro Nogueira e diz que não há motivo para “pré-julgamento”




Vicklin Moraes
Raquel Landim
Basília Rodrigues
Ranier Bragon
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, descartou nesta sexta-feira (8) um rompimento da coligação com o Partido Progressistas (PP) na campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Em entrevista ao SBT News, ele afirmou que o partido seguirá negociando apoio com a federação.
A declaração ocorre após o senador Ciro Nogueira ser alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (7). A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras e corrupção envolvendo o Banco Master e aponta que o parlamentar teria recebido pagamentos mensais do empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição.
“Não confundimos CPF com CNPJ. A federação União Progressista é a maior federação, a que mais terá tempo de televisão nas próximas eleições. Precisamos entender a importância dela e não vamos abrir mão de negociar esse apoio”, afirmou.
Segundo o deputado, as tratativas seguem em andamento. “Essa aliança ainda não está 100% fechada, mas está bem encaminhada. Temos bom diálogo com os membros da federação e acredito que, em breve, o pré-candidato Flávio Bolsonaro anunciará essa aliança para 2026.”
Sóstenes também defendeu cautela em relação às investigações envolvendo Ciro Nogueira. “Não estamos fazendo pré-julgamento. Ele tem direito à ampla defesa e ao contraditório. Seria leviano emitir um juízo de valor neste momento”, disse.
O parlamentar acrescentou que, caso as acusações sejam comprovadas, o senador deverá ser responsabilizado. Ao comentar o cenário político, o líder do PL fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e defendeu o que chamou de diferença de postura entre os campos políticos. “Defendemos a presunção de inocência, mas, comprovado qualquer ilícito, somos favoráveis à punição com rigor”, afirmou.
Sobre a estratégia de comunicação da campanha, Sóstenes disse que vídeos divulgados por Flávio Bolsonaro não foram produzidos em resposta direta à operação. Segundo ele, o material já havia sido preparado previamente como reação a tentativas de associar o pré-candidato ao caso do Banco Master.








