Política

Ciro Nogueira recebia R$ 300 mil por mês de Vorcaro, diz investigação

Dono do Banco Master bancava viagens internacionais e contas de restaurantes do presidente nacional do PP

Imagem da noticia Ciro Nogueira recebia R$ 300 mil por mês de Vorcaro, diz investigação
Ciro Nogueira (Progressistas-PI) | Marcos Corrêa/PR
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Segundo as investigações, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), recebia R$ 300 mil por mês de Daniel Vorcaro. Ciro foi alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, realizada nesta quinta-feira (7) pela Polícia Federal. A análise do aparelho celular do banqueiro mostrou que ele bancava viagens internacionais e contas de restaurantes do senador.

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A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, o ministro André Mendonça destaca que além do pagamento mensal de R$ 300 mil, Nogueira teria recebido desconto expressivo para adquirir participação societária em um negócio.

"(A investigação) confirmou a aquisição de participação societária com expressivo deságio, pagamentos mensais da ordem de R$ 300.000,00 ou mais, além de outras transações atípicas atribuídas à estrutura vinculada ao parlamentar", diz o documento obtido pelo SBT News.

Em uma das conversas de Daniel Vorcaro resgatadas pela PF, o banqueiro fala com Léo Serrano, um de seus operadores, que Ciro Nogueira levará um cartão de crédito para uma viagem a São Bartolomeu, ilha luxuosa do Caribe.

LÉO SERRANO: "Só uma pergunta rápida... eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?"

DANIEL VORCARO responde: "Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths".

O SBT News tenta contato com o senador, com a defesa e com a assessoria de imprensa. O espaço segue aberto. Em caso de retorno, a matéria será atualizada.

Primo de Vorcaro preso

Felipe Cançado Vorcaro, primo do dono do Master, foi preso na mesma operação. Segundo a investigação, ele atuava como um operador financeiro dos esquemas da instituição financeira.

O Ministério Público Federal opinou favoravelmente à prisão temporária dele por entender que havia risco de destruição de provas.

"O MPF opinou pelo deferimento da prisão temporária de um dos investigados, por reputá-la necessária à preservação da instrução e à eficácia da apuração, destacando elementos indicativos de evasão probatória, risco de ocultação ou destruição de provas e atuação relevante na operacionalização financeira da suposta organização criminosa", afirma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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