Economia

Dólar cai a R$ 4,89 pela 1ª vez em mais de dois anos e recua 1,16% na semana

No acumulado de 2026, a desvalorização da moeda norte-americana já chega a 10,83%

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Dólar cai a R$ 4,89 pela 1ª vez em mais de dois anos e recua 1,16% na semana

O dólar à vista encerrou as negociações desta sexta-feira (8) em queda de 0,59%, cotado a R$ 4,894, após oscilar entre R$ 4,89 e R$ 4,9147. Com o resultado, a moeda norte-americana atingiu o patamar abaixo de R$ 4,90 pela 1ª vez desde janeiro de 2024. Até então, a cotação mais baixa havia sido registrada em 12 de janeiro daquele ano, quando o dólar fechou a R$ 4,8539.

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Na semana, a moeda acumulou recuo de 1,16% frente ao real. No acumulado de 2026, a desvalorização do dólar já chega a 10,83%.

O movimento desta sexta acompanhou o enfraquecimento global da moeda americana, em um dia marcado por maior apetite por risco nos mercados internacionais após a divulgação do payroll dos Estados Unidos, principal relatório de emprego do país.

Os dados mostraram a criação de 115 mil vagas em abril, acima da expectativa do mercado, que previa abertura de 55 mil postos de trabalho. A taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, em linha com o esperado, enquanto o salário médio por hora avançou, mas ficou levemente abaixo das projeções.

A leitura foi interpretada pelos investidores como um sinal de resiliência da economia americana, sem pressionar de forma significativa as apostas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Com isso, houve melhora no humor global, favorecendo ativos de maior risco e pressionando o dólar no exterior.

O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas fortes, recuava 0,17% no fim da tarde, aos 97,898 pontos.

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a combinação entre bolsas em alta e queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano favoreceu a busca por ativos de risco e moedas emergentes.

“O dólar operou em queda na sessão, aproximando-se novamente das mínimas desde o início de 2024, em um ambiente global de maior apetite por risco após o payroll dos EUA vir acima do esperado”, afirmou.

De acordo com o especialista, além do enfraquecimento global da moeda americana, o real também foi beneficiado pelo diferencial elevado de juros no Brasil, pelo fluxo para mercados emergentes e pela melhora dos termos de troca, favorecida pelo petróleo acima de US$ 100.

“Esse conjunto de fatores levou o câmbio a voltar a operar próximo das mínimas do ano, refletindo um ambiente ainda favorável para moedas ligadas a commodities e carry”, disse Shahini.

No mercado de juros, a curva de DI também operou em queda ao longo da sessão, acompanhando o recuo do dólar e dos yields das Treasuries. A avaliação predominante foi de que o payroll não altera de maneira relevante a trajetória esperada para os juros americanos, o que ajudou a reduzir a aversão a risco nos mercados globais.

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