Novo programa contra crime organizado “será a coisa mais séria" do governo em segurança pública, diz Lula
Presidente também defendeu cooperação com estados e outros países; iniciativa deve ser lançada na próxima semana


Jessica Cardoso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (8) que novo programa de combate ao crime organizado será “possivelmente a coisa mais séria” que o governo fará “do ponto de vista de segurança pública”.
O petista já havia anunciado a iniciativa na quinta-feira (7) após a reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump. A previsão é que o programa seja lançado na próxima semana.
Ao comentar sobre a medida durante o evento “Sente a Energia”, em que foram anunciados investimentos para ampliar a distribuição de energia no país e modernizar o programa Luz para Todos, Lula disse que o governo quer atuar em parceria com os estados e as polícias estaduais, além de ampliar a cooperação internacional.
“Os EUA falaram tanto em combate ao crime organizado, atirou tanto nos barcos da Venezuela. Então, o Brasil está disposto até porque a maioria das armas que a gente pega contrabandeada do Brasil vem dos EUA. Então, se quiserem conversar sério, o Brasil tem proposta pra conversar e fazer as coisas acontecerem nesse país”, disse.
Na quinta-feira (7), Lula afirmou que o tema do crime organizado não entrou na pauta da reunião bilateral com Trump. Ainda assim, disse que o governo brasileiro apresentou ao governo norte-americano um plano de enfrentamento ao problema, estruturado em quatro frentes.
Durante o discurso desta sexta (8), o presidente também voltou a comentar o encontro com Trump e disse que a reunião serviu para “colocar a verdade na mesa” sobre a relação comercial entre os dois países e comprovar que o Brasil tem déficit na balança comercial com os EUA, e não o contrário.
“Era preciso colocar a verdade na mesa, porque eu disse ao presidente Trump: ‘eu não quero guerra com você. Eu sei que você tem o melhor navio do mundo, tem o melhor caça do mundo [...] eu sei tudo isso. Agora é preciso disputar comigo na narrativa. Eu quero discutir fatos. Eu não quero guerra. Quero provar que nós estamos certos”, afirmou.
O presidente disse ainda estar “muito tranquilo” na relação com os Estados Unidos e afirmou que os empresários brasileiros “podem ter certeza que vai acontecer muita coisa daqui para frente”.
Lula também voltou a reforçar que o Brasil está aberto a investimentos estrangeiros de qualquer país, além de fazer negociações em diferente áreas.
“Quem quiser fazer negócio com o Brasil que venha. Estaremos de braços aberto para comprar e para vender. [...] E foi com essa franqueza que eu fui dizer ao presidente Trump: ‘nós estamos abertos para discutir’”, declarou.









