Política

Lula defende atuação da PF contra o crime e convida EUA para cooperar na Amazônia

Pelas redes sociais, presidente disse que americanos podem integrar grupo internacional de defesa à fronteira em Manaus

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Presidente Lula e presidente dos EUA, Donald Trump, se reúnem na Casa Branca, em Washington D.C. | Foto: Ricardo Stuckert/PR - 07.05.2026
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Um dia depois de se encontrar com Donald Trump em Washington, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estendeu nesta sexta-feira (8), em publicação nas redes sociais, o convite para que os Estados Unidos participem da ação conjunta contra o crime organizado na fronteira norte do Brasil.

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O tema foi discutido entre os presidentes em encontro a portas fechadas. Segundo Lula, o Brasil apresentou a Trump um plano de combate com atuação em cinco frentes, com espaço para atuação conjunta entre os países quando cabível. Os detalhes do plano federal “Brasil Contra o Crime Organizado” serão apresentados na próxima semana. A data mais provável é terça (12).

Como mostrou o SBT News, o plano deve contar com um aporte de R$ 960 milhões e focar na asfixia financeira de facções, combate ao tráfico de armas, padronização das prisões de segurança máxima, melhora na taxa de elucidação de homicídios e retomada de territórios hoje controlados pelo crime.

Lula citou o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, inaugurado em setembro do ano passado em Manaus, como base para a atuação conjunta de forças policiais americanas e brasileiras no combate ao narcotráfico. Participam da iniciativa Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e a Guiana Francesa. “Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados", afirmou.

O temor de que a Casa Branca incluísse o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras, por ora, não se concretizou. Conforme Lula, o assunto sequer foi discutido no encontro bilateral.

Há o entendimento por parte do governo brasileiro de que essa categorização é uma demanda da ala ideológica da Casa Branca, por pressão de emissários do bolsonarismo em Washington, para abrir brechas a intervenções americanas mais diretas sobre transações do sistema bancário e, no limite, ao território brasileiro em operações especiais.

Em 10 de abril, o governo estreitou a parceria no monitoramento do tráfico ilegal de armas e drogas em cooperação da PF, Receita Federal e órgãos de controle alfandegário e fronteiriço dos EUA.

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