Lula diz que entregou plano de combate ao crime organizado a Trump
Presidente afirma que tema não entrou na pauta da reunião, mas diz que governo atuará em quatro frentes e lançará, na próxima semana, uma estratégia mais ampla

Vicklin Moraes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (7) que o tema do crime organizado não entrou na pauta da reunião bilateral com Donald Trump. Ainda assim, disse que o governo brasileiro apresentou um plano de combate ao problema, com atuação em quatro frentes. Lula também anunciou que uma estratégia mais ampla será lançada na próxima semana.
“Não foi discutido isso. O que eu queria dizer é que entreguei, por escrito, cada assunto que discuti com o presidente Donald Trump. Além das falas dos ministros, eu terminei a reunião entregando para ele cada proposta nossa, escrita em inglês, para que ele saiba exatamente o que nós queremos, sem deixar dúvidas. Estamos levando muito a sério essa questão do crime organizado”, afirmou.
O presidente rebateu a ideia de 'domínio territorial por facções'. “Esse negócio de dizer que facções tomaram territórios nas cidades: nós temos que dizer ao povo brasileiro que o território de uma cidade, de um bairro, é do povo, não é de facção criminosa.”
“A partir da semana que vem, nós vamos lançar um plano que é para valer. Quem escapou até agora, tudo bem. Mas quem escapou, não escapa mais.”
Na avaliação do presidente, o encontro com o líder norte-americano foi um “passo importante” para consolidar a relação entre os dois países.
Os rumores de que o governo dos Estados Unidos, poderia classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras ganharam força nos último meses e geraram preocupação no governo brasileiro.
Após o encontro, em publicação na rede social Truth Social, Trump classificou Lula como um “dinâmico presidente” e afirmou que diversos temas foram discutidos, com destaque para as tarifas comerciais. O republicano também indicou que novos encontros entre representantes dos dois países já estão previstos.

A previsão inicial era de que os presidentes falassem com a imprensa antes da reunião, o que não ocorreu. Segundo a correspondente do SBT, Patrícia Vasconcellos, que está no local, a mudança no protocolo partiu de Lula, que optou por conversar com os jornalistas apenas após o encontro com o líder norte-americano. Após a reunião, os dois líderes chegaram a prever uma coletiva conjunta, mas o pronunciamento foi cancelado.









