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Imprensa internacional repercute reunião entre Lula e Trump

Encontro na Casa Branca foi destaque nos principais jornais dos EUA, que citaram reaproximação diplomática após um período de tensão entre os dois países

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Sofia Pilagallo
07/05/2026, 21:46 • Atualizado em 07/05/2026, 21:47
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Presidente Lula e presidente dos EUA, Donald Trump, se reúnem na Casa Branca, em Washington D.C. | Foto: Ricardo Stuckert/PR - 07.05.2026

Presidente Lula e presidente dos EUA, Donald Trump, se reúnem na Casa Branca, em Washington D.C. | Foto: Ricardo Stuckert/PR - 07.05.2026

A imprensa internacional repercutiu a reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7). No encontro, realizado a portas fechadas na Casa Branca, em Washington D.C., os líderes abordaram as tarifas dos EUA sobre o Brasil, o combate ao crime organizado e os minerais críticos.

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O "The New York Times", principal jornal dos EUA, cobriu a reunião em tempo real. O veículo afirmou que Trump recebeu Lula em um momento de "frágil trégua" após um "ano tenso" de tarifas americanas e "insultos públicos" entre os líderes. O encontro sinalizou uma tentativa de distensão e reaproximação entre os dois governos, segundo o jornal.

O "The Times" fez menção a uma declaração da diretora do programa "Brasil do Diálogo", Bruna Santos, em que ela descreve a relação entre Lula e Trump como uma "turbulência controlada". Ela acrescentou: "Todos sabemos que nem sempre concordam em tudo, mas precisam um do outro."

O jornal acrescentou que Lula e Trump discutiram "muitos assuntos" e que os dois líderes não compareceram à coletiva de imprensa conjunta que estava agendada. Destacou, ainda, que Trump não especificou o motivo da ausência da coletiva "depois que Lula passou cerca de três horas na Casa Branca".

A rede de notícias "BBC" também cobriu o evento em tempo real. O veículo classificou a ausência dos líderes na coletiva de imprensa como "uma surpresa e tanto" e um "choque para a imprensa". Também mencionou um "dia de espera atípico", uma vez que os jornalistas esperaram por três horas desde o horário previsto para ocorrer a coletiva.

"Hoje foi um dia de espera atípico. A agenda diária da Casa Branca sob este segundo mandato de Trump não costuma ser muito rígida — é comum que os eventos comecem 20 ou 30 minutos mais tarde do que o anunciado", escreveu o repórter Adam Moyer.
"Mas hoje completamos três horas desde o horário previsto para entrar no Salão Oval e receber notícias, sem obter qualquer orientação. Então, ficamos sabendo que Lula estava de saída", acrescentou.

A agência de notícias "Reuters" não cobriu a reunião em tempo real, mas escreveu uma matéria sobre o encontro, em que destacou, no título, a "retomada das relações" entre Brasil e EUA após o encontro. No texto, o veículo afirmou que as "três horas de conversa" entre os líderes ajudaram a estabilizar a relação bilateral, que estava "tensa".

A "Reuters" também destacou o cancelamento da entrevista coletiva conjunta no Salão Oval, o que "gerou especulações sobre um possível impasse nas negociações em meio à irritação de Trump com o processo movido pelo Brasil contra o ex-presidente Jair Bolsonaro". Posteriormente, no entanto, Lula relatou progresso na retomada das relações, afastando essas especulações, acrescentou a agência.

O veículo classificou Lula e Trump como "duas das figuras populistas mais proeminentes do mundo, apesar de suas marcantes diferenças ideológicas". Ressaltou, ainda, que ambos construíram “bases políticas leais ao se posicionarem contra as elites estabelecidas, embora divirjam consideravelmente em questões que vão da política econômica às alianças internacionais."

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