Política

Lula pressiona Trump por reforma do Conselho de Segurança da ONU

Presidente defende ampliação do órgão e diz que potências têm responsabilidade por mudanças na governança global

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pressionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma reforma no Conselho de Segurança da ONU durante a reunião desta quinta-feira (7), na Casa Branca. Segundo Lula, a atual estrutura do órgão concentra poder nas mãos dos cinco membros permanentes e precisa ser atualizada para refletir a realidade geopolítica atual.

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“Falei muito com ele sobre a necessidade de mudança no Conselho de Segurança da ONU. É preciso reformar a ONU. Trump, Xi Jinping, Putin, Macron e o primeiro-ministro do Reino Unido têm responsabilidade de propor essa mudança, porque são os membros permanentes. Só eles têm poder de veto e influência sobre decisões importantes”, afirmou.

O presidente defendeu a ampliação do Conselho, com a inclusão de países como Brasil, Índia, Alemanha e Japão, além de nações africanas e latino-americanas. “A geopolítica de hoje não é a de 1945. O mundo mudou”, disse.

Sobre Cuba, Lula afirmou que Trump sinalizou não ter interesse em uma invasão ao país. O presidente brasileiro voltou a criticar o embargo econômico imposto à ilha e defendeu o diálogo como caminho para uma solução.

“Cuba quer dialogar e encontrar uma solução para pôr fim a um bloqueio que dura décadas. O Brasil está disposto a conversar sobre qualquer tema, mas vim aqui especialmente para tratar dos interesses brasileiros”, declarou.

Ao comentar o Irã, Lula relembrou a negociação conduzida pelo Brasil em 2010, durante o governo do então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que resultou em um acordo nuclear com participação também da Turquia. Segundo ele, o documento foi entregue a Trump como referência.

“Mostrei ao Trump que o acordo que fizemos em 2010 era consistente. É possível resolver conflitos com diálogo, paciência e capacidade de persuasão”, afirmou.

Lula também criticou a escalada de conflitos internacionais e defendeu soluções diplomáticas. O presidente mencionou guerras recentes e disse que o uso da força não substitui a negociação entre países. “Não é preciso guerra. Para isso existe a diplomacia, que resolve com muito mais facilidade. É preciso reformar a ONU e garantir que os países com poder de decisão assumam sua responsabilidade”, concluiu.

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