Lula pressiona Trump por reforma do Conselho de Segurança da ONU
Presidente defende ampliação do órgão e diz que potências têm responsabilidade por mudanças na governança global
Vicklin Moraes
07/05/2026, 22:33 • Atualizado em 07/05/2026, 22:33
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pressionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma reforma no Conselho de Segurança da ONU durante a reunião desta quinta-feira (7), na Casa Branca. Segundo Lula, a atual estrutura do órgão concentra poder nas mãos dos cinco membros permanentes e precisa ser atualizada para refletir a realidade geopolítica atual.
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“Falei muito com ele sobre a necessidade de mudança no Conselho de Segurança da ONU. É preciso reformar a ONU. Trump, Xi Jinping, Putin, Macron e o primeiro-ministro do Reino Unido têm responsabilidade de propor essa mudança, porque são os membros permanentes. Só eles têm poder de veto e influência sobre decisões importantes”, afirmou.
O presidente defendeu a ampliação do Conselho, com a inclusão de países como Brasil, Índia, Alemanha e Japão, além de nações africanas e latino-americanas. “A geopolítica de hoje não é a de 1945. O mundo mudou”, disse.
Sobre Cuba, Lula afirmou que Trump sinalizou não ter interesse em uma invasão ao país. O presidente brasileiro voltou a criticar o embargo econômico imposto à ilha e defendeu o diálogo como caminho para uma solução.
“Cuba quer dialogar e encontrar uma solução para pôr fim a um bloqueio que dura décadas. O Brasil está disposto a conversar sobre qualquer tema, mas vim aqui especialmente para tratar dos interesses brasileiros”, declarou.
Ao comentar o Irã, Lula relembrou a negociação conduzida pelo Brasil em 2010, durante o governo do então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que resultou em um acordo nuclear com participação também da Turquia. Segundo ele, o documento foi entregue a Trump como referência.
“Mostrei ao Trump que o acordo que fizemos em 2010 era consistente. É possível resolver conflitos com diálogo, paciência e capacidade de persuasão”, afirmou.
Lula também criticou a escalada de conflitos internacionais e defendeu soluções diplomáticas. O presidente mencionou guerras recentes e disse que o uso da força não substitui a negociação entre países. “Não é preciso guerra. Para isso existe a diplomacia, que resolve com muito mais facilidade. É preciso reformar a ONU e garantir que os países com poder de decisão assumam sua responsabilidade”, concluiu.
Lula pressiona Trump por reforma do Conselho de Segurança da ONUPresidente defende ampliação do órgão e diz que potências têm responsabilidade por mudanças na governança globalPolítica2026-05-07T22:33:21.912ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pressionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma reforma no Conselho de Segurança da ONU durante a reunião desta quinta-feira (7), na Casa Branca. Segundo Lula, a atual estrutura do órgão concentra poder nas mãos dos cinco membros permanentes e precisa ser atualizada para refletir a realidade geopolítica atual. “Falei muito com ele sobre a necessidade de mudança no Conselho de Segurança da ONU. É preciso reformar a ONU. Trump, Xi Jinping, Putin, Macron e o primeiro-ministro do Reino Unido têm responsabilidade de propor essa mudança, porque são os membros permanentes. Só eles têm poder de veto e influência sobre decisões importantes”, afirmou. O presidente defendeu a ampliação do Conselho, com a inclusão de países como Brasil, Índia, Alemanha e Japão, além de nações africanas e latino-americanas. “A geopolítica de hoje não é a de 1945. O mundo mudou”, disse. Sobre Cuba, Lula afirmou que Trump sinalizou não ter interesse em uma invasão ao país. O presidente brasileiro voltou a criticar o embargo econômico imposto à ilha e defendeu o diálogo como caminho para uma solução. “Cuba quer dialogar e encontrar uma solução para pôr fim a um bloqueio que dura décadas. O Brasil está disposto a conversar sobre qualquer tema, mas vim aqui especialmente para tratar dos interesses brasileiros”, declarou. Ao comentar o Irã, Lula relembrou a negociação conduzida pelo Brasil em 2010, durante o governo do então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que resultou em um acordo nuclear com participação também da Turquia. Segundo ele, o documento foi entregue a Trump como referência. “Mostrei ao Trump que o acordo que fizemos em 2010 era consistente. É possível resolver conflitos com diálogo, paciência e capacidade de persuasão”, afirmou. Lula também criticou a escalada de conflitos internacionais e defendeu soluções diplomáticas. O presidente mencionou guerras recentes e disse que o uso da força não substitui a negociação entre países. “Não é preciso guerra. Para isso existe a diplomacia, que resolve com muito mais facilidade. É preciso reformar a ONU e garantir que os países com poder de decisão assumam sua responsabilidade”, concluiu.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-pressiona-trump-por-reforma-do-conselho-de-seguranca-da-onu