Política

"Não venha anular o visto de jogadores brasileiros", brinca Lula com Trump

Em ano de Copa do Mundo nos Estados Unidos, presidente brasileiro usou futebol para descontrair conversa com líder americano

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Durante a reunião bilateral entre os chefes de Estado do Brasil e Estados Unidos (EUA) na Casa Branca, nesta quinta-feira (7), o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, usou o futebol para descontrair e ganhar a simpatia de Donald Trump.

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Segundo Lula, o líder norte-americano perguntou sobre a Copa do Mundo - que acontece nos EUA, Canadá e México, este ano - e sobre a seleção brasileira de futebol. Neste momento, o presidente brasileiro brincou:

“Eu espero que você não venha anular o visto visto de jogadores brasileiros brasileiros da seleção. Por favor, não faça isso porque nós vamos vir aqui pra ganhar a Copa do Mundo", disse Lula.

Questionado por jornalistas como foi a reação de Trump, Lula disse que ele riu. "Ele riu porque agora ele vai rir sempre. Ele aprendeu que rir é muito bom", concluiu.

A brincadeira não surgiu à toa. Em episódios de tensão entre Brasil e EUA no ano passado, o governo Trump revogou os vistos de autoridades brasileiras, como Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de pessoas ligadas ao governo Lula, como a esposa e filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entre outros.

Como foi o encontro entre Lula e Trump

A reunião bilateral entre o presidente brasileiro e o mandatário norte-americano nesta quinta(7) ocorreu à portas fechadas, na Casa Branca. Diferentemente do que costuma acontecer em encontros com chefes de Estado, a imprensa não pode ver e acompanhar o início das falas dos líderes no Salão Oval, a pedido da Presidência do Brasil.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump classificou Lula como um “dinâmico presidente” e afirmou que diversos temas foram discutidos, com destaque para as tarifas comerciais. O republicano também indicou que novos encontros entre representantes dos dois países já estão previstos. O presidente Lula irá conceder uma coletiva de imprensa falando sobre a reunião.

“Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão marcadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu Trump.

Ministros do governo brasileiro presentes no encontro classificaram a reunião como "exitosa" e"extraordinária" além de afirmar que foi um "dia histórico" para a diplomacia brasileira. Lula defendeu a soberania brasileira na exploração de trerras raras e discutiu as relações comerciais e diplomáticas entre as nações.

Em coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington, Lula disse que os dois presidente conversaram sobre as tarifas de 10% sobre produtos brasileiros, e afirmou ter proposto um grupo com as equipes econômicas de ambos os países para tratar da questão.

"Eu falei assim: vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço da Indústria do Comércio do Brasil, junto com o teu ministro do Comércio, sentem em 30 dias e apresentem para nós uma proposta para gente poder bater o martelo. Quem tiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder", disse Lula.

O presidente brasileiro disse que Trump não tratou sobre a possibilidade de facções criminosas serem enquadradas como terroristas, mas afirmou ter apresentado um plano de combate ao problema com quatro frentes, e que será apresentado nas próximas semanas.

Lula disse também que "Trump não falou do Pix" ou sobre a investigação americana em relação ao Brasil. Nas relações internacionais, o presidente brasileiro disse ter defendido a paz no mundo, o fortalecimento do Conselho de Segurança da ONU, e afirmou ainda que não Trump não vai invadir Cuba.

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