Política

"Não venha anular o visto de jogadores brasileiros", brinca Lula com Trump

Em ano de Copa do Mundo nos Estados Unidos, presidente brasileiro usou futebol para descontrair conversa com líder americano

Avatar de SBT News
SBT News

Durante a reunião bilateral entre os chefes de Estado do Brasil e Estados Unidos (EUA) na Casa Branca, nesta quinta-feira (7), o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, usou o futebol para descontrair e ganhar a simpatia de Donald Trump.

Segundo Lula, o líder norte-americano perguntou sobre a Copa do Mundo - que acontece nos EUA, Canadá e México, este ano - e sobre a seleção brasileira de futebol. Neste momento, o presidente brasileiro brincou:

“Eu espero que você não venha anular o visto visto de jogadores brasileiros brasileiros da seleção. Por favor, não faça isso porque nós vamos vir aqui pra ganhar a Copa do Mundo", disse Lula.
SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Questionado por jornalistas como foi a reação de Trump, Lula disse que ele riu. "Ele riu porque agora ele vai rir sempre. Ele aprendeu que rir é muito bom", concluiu.

A brincadeira não surgiu à toa. Em episódios de tensão entre Brasil e EUA no ano passado, o governo Trump revogou os vistos de autoridades brasileiras, como Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de pessoas ligadas ao governo Lula, como a esposa e filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entre outros.

Como foi o encontro entre Lula e Trump

A reunião bilateral entre o presidente brasileiro e o mandatário norte-americano nesta quinta(7) ocorreu à portas fechadas, na Casa Branca. Diferentemente do que costuma acontecer em encontros com chefes de Estado, a imprensa não pode ver e acompanhar o início das falas dos líderes no Salão Oval, a pedido da Presidência do Brasil.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump classificou Lula como um “dinâmico presidente” e afirmou que diversos temas foram discutidos, com destaque para as tarifas comerciais. O republicano também indicou que novos encontros entre representantes dos dois países já estão previstos. O presidente Lula irá conceder uma coletiva de imprensa falando sobre a reunião.

“Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão marcadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu Trump.

Ministros do governo brasileiro presentes no encontro classificaram a reunião como "exitosa" e"extraordinária" além de afirmar que foi um "dia histórico" para a diplomacia brasileira. Lula defendeu a soberania brasileira na exploração de trerras raras e discutiu as relações comerciais e diplomáticas entre as nações.

Em coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington, Lula disse que os dois presidente conversaram sobre as tarifas de 10% sobre produtos brasileiros, e afirmou ter proposto um grupo com as equipes econômicas de ambos os países para tratar da questão.

"Eu falei assim: vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço da Indústria do Comércio do Brasil, junto com o teu ministro do Comércio, sentem em 30 dias e apresentem para nós uma proposta para gente poder bater o martelo. Quem tiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder", disse Lula.

O presidente brasileiro disse que Trump não tratou sobre a possibilidade de facções criminosas serem enquadradas como terroristas, mas afirmou ter apresentado um plano de combate ao problema com quatro frentes, e que será apresentado nas próximas semanas.

Lula disse também que "Trump não falou do Pix" ou sobre a investigação americana em relação ao Brasil. Nas relações internacionais, o presidente brasileiro disse ter defendido a paz no mundo, o fortalecimento do Conselho de Segurança da ONU, e afirmou ainda que não Trump não vai invadir Cuba.

Últimas notícias