Relatório dos EUA cita Pix como sistema prejudicial a fornecedores americanos
Órgão abriu investigação sobre possíveis práticas comerciais desleais do Brasil em julho do ano passado


SBT News
Um relatório do USTR, representação comercial ligada ao governo dos Estados Unidos, diz que o PIX prejudica os fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos.
O documento segue dizendo que "partes interessadas americanas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, o que prejudica os fornecedores americanos de serviços de pagamento eletrônico." O relatório diz ainda que o Banco Central exige o uso da Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas.
Investigação
O USTR abriu uma investigação sobre possíveis práticas comerciais desleais do Brasil em julho do ano passado. Na época, a apuração foi justificada como uma forma de analisar atos, políticas e práticas do governo brasileiro que possam onerar ou restringir o comércio norte-americano.
Além do Pix, são citados a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e até a Rua 25 de Março – considerada o maior centro comercial da América Latina – como possíveis práticas "desleais" do país.
A primeira vez que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump falou sobre o tema, foi na carta enviada ao presidente Lula que anunciava a taxação de 50% nas exportações brasileiras.
Entre os temas investigados estão comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
O USTR é o principal órgão responsável por desenvolver e coordenar a política comercial internacional dos EUA, além de negociar acordos comerciais com outros países.
Novo relátório
O Brasil é citado mais de 120 vezes, com um capítulo todo dedicado ao país. Entre as questões comerciais, estão preocupações com a aplicação de leis trabalhistas e a proteção de direitos reconhecidos internacionalmente. Além da falta de uma proibição para a importação de bens produzidos com trabalho forçado, o que pode criar vantagens competitivas injustas O relatório também cita um estudo que estima que 90% da madeira extraída de forma ilegal, o que prejudicaria empresas americanas que cumprem regras ambientais.








