Piloto da Polícia Civil baleado em operação no Rio morre após mais de um ano em tratamento
Felipe Monteiro Marques foi atingido na cabeça durante ação com helicóptero na Zona Oeste; quadro se agravou após complicações em cirurgia de prótese craniana


SBT News
Felipe Monteiro Marques, piloto de helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro, morreu neste domingo (17), mais de um ano após ser baleado na cabeça durante uma operação da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) na comunidade Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.
A morte foi confirmada por familiares e colegas nas redes sociais. Felipe tinha 46 anos.
O policial sobrevoava a região durante uma ação contra uma quadrilha especializada em roubos de vans quando um disparo atravessou a fuselagem da aeronave e perfurou o crânio do piloto.
Após o ataque, Felipe foi socorrido em estado grave e passou por diversas neurocirurgias. Durante a recuperação, permaneceu por meses em coma, precisou implantar uma prótese craniana e enfrentou sucessivas complicações clínicas.
Em dezembro de 2025, ele recebeu alta do Hospital São Lucas, em Copacabana, depois de cerca de 9 meses internado, e seguiu para um centro de reabilitação. Segundo médicos responsáveis pelo tratamento, o policial passou mais de 7 meses sob cuidados intensivos e teve comprometimento da calota craniana.
O quadro de saúde voltou a se agravar nas últimas semanas após complicações relacionadas à cirurgia da prótese craniana, realizada em abril deste ano. Felipe desenvolveu uma infecção generalizada e precisou passar por novos procedimentos para retirada de hematomas, controle de sangramentos e inserção de drenos.
Na sexta-feira (15), a esposa do policial, Keidna Marques, afirmou nas redes sociais que ele enfrentava “um momento muito difícil” e que havia apresentado piora importante no quadro clínico.
“A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos. Os profissionais seguem fazendo o melhor por ele, enquanto ele continua lutando”, escreveu.
A morte do piloto gerou manifestações de pesar de colegas da corporação e do governo do Rio de Janeiro. Em nota, o Executivo estadual afirmou que Felipe travou uma “longa, difícil e corajosa batalha pela vida” desde o ataque sofrido durante a operação policial.
"Neste momento de dor, o Governo do Estado presta solidariedade aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, e reconhece a bravura, o compromisso e a entrega do comandante Felipe Marques Monteiro no exercício da missão de proteger a população fluminense. Sua coragem e seu legado permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado", diz a nota do Palácio da Guanabara.
Dados da Polícia Civil apontam um aumento de 267% nos ataques a aeronaves policiais entre 2019 e 2023.
Em maio de 2025, um suspeito de participação no ataque ao helicóptero foi preso.








