Ex-secretário diz que Planalto “não gostava” de lidar com tema da segurança pública
Mario Sarrubbo, que ficou 2 anos no governo, afirmou que o Executivo demorou para lançar plano contra o crime organizado
SBT News
12/05/2026, 15:58 • Atualizado em 12/05/2026, 15:58
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Mario Sarubbo, ex-secretário nacional de Segurança Pública | Reprodução/Ministério da Justiça
O ex-secretário nacional de Segurança Pública Mario Sarrubbo disse nesta terça-feira (12) que o governo demorou para apresentar o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que foi lançado pelo presidente Lula (PT). Ele afirmou, entretanto, que a iniciativa é necessária e é importante que seja implementada rapidamente.
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Sarrubbo, que ficou no cargo de março de 2024 a fevereiro de 2026, disse que o governo teve três anos para avançar com programas no setor, mas falhou na tentativa de conseguir o financiamento necessário.
“Demorou demais, acho que o governo poderia ter feito isso [antes]. Teve 3 anos pra fazer. Nós tivemos lá por 2 anos, uma luta muito grande em busca de financiamento para projetos de segurança pública e o melhor abastecimento do Fundo Nacional de Segurança Pública, declarou Sarrubbo em entrevista ao SBT News.
Para o ex-chefe da Senasp, essa demora se deu também porque o Planalto “não gostava de lidar com o tema” e tinha a visão de que isso era responsabilidade dos estados. Ele criticou esse posicionamento e afirmou que o governo federal “tem que assumir a sua parte como coordenador”.
Por esse motivo, Sarrubbo disse ser crucial a participação dos governadores. Ele prezou pela atuação unificada e pediu que os chefes dos estados deixem a política de lado para trabalharem por uma política nacional de segurança pública.
“Os estados sempre clamaram por financiamento, então que venha o financiamento e que os investimentos possam ser feitos no aparelhamento das forças policiais e na possibilidade de ações integradas”, afirmou o ex-procurador.
“Se tivéssemos feito isso nos anos 90, PCC e Comando Vermelho não teriam ultrapassado as divisas São Paulo e Rio de Janeiro e ganhado o Brasil e o mundo", completou.
Sarrubbo destacou dois pontos do programa lançado nesta terça: a desarticulação do tráfico de armas e a um novo padrão para os presídios estaduais.
Ele disse que é “muito importante” investir no sistema prisional dos estados, pois é nesses locais que os líderes de facções comandam os assassinatos. Na visão de Sarrubbo, o bloqueio do sinal de celular dessas prisões já poderia “diminuir drasticamente os assassinatos” no Brasil.
“Muitas das medidas já estavam sendo fomentadas e estruturadas pelo governo federal, como o enfrentamento das armas, territórios e até essa questão prisional. [...] Vão tentar criar padrões de presídios federais também para os estados. Essa solução me parece muito interessante e um passo extraordinário no combate ao crime organizado. O Congresso Nacional queria colocar todos no sistema federal, aí transforma o sistema federal tão ruim quanto os que temos nos estados”, declarou.
Para finalizar, o ex-secretário afirmou que a segurança pública será o tema principal da campanha eleitoral deste ano. Ele ressaltou a importância de avançar no combate ao crime após “40 anos de políticas públicas equivocadas” e estados trabalhando sem coordenação.
Ex-secretário diz que Planalto “não gostava” de lidar com tema da segurança públicaMario Sarrubbo, que ficou 2 anos no governo, afirmou que o Executivo demorou para lançar plano contra o crime organizadoPolítica2026-05-12T15:58:37.361ZO ex-secretário nacional de Segurança Pública Mario Sarrubbo disse nesta terça-feira (12) que o governo demorou para apresentar o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que foi lançado pelo presidente Lula (PT). Ele afirmou, entretanto, que a iniciativa é necessária e é importante que seja implementada rapidamente. Sarrubbo, que ficou no cargo de março de 2024 a fevereiro de 2026, disse que o governo teve três anos para avançar com programas no setor, mas falhou na tentativa de conseguir o financiamento necessário. “Demorou demais, acho que o governo poderia ter feito isso [antes]. Teve 3 anos pra fazer. Nós tivemos lá por 2 anos, uma luta muito grande em busca de financiamento para projetos de segurança pública e o melhor abastecimento do Fundo Nacional de Segurança Pública, declarou Sarrubbo em entrevista ao SBT News. Para o ex-chefe da Senasp, essa demora se deu também porque o Planalto “não gostava de lidar com o tema” e tinha a visão de que isso era responsabilidade dos estados. Ele criticou esse posicionamento e afirmou que o governo federal “tem que assumir a sua parte como coordenador”. Por esse motivo, Sarrubbo disse ser crucial a participação dos governadores. Ele prezou pela atuação unificada e pediu que os chefes dos estados deixem a política de lado para trabalharem por uma política nacional de segurança pública. “Os estados sempre clamaram por financiamento, então que venha o financiamento e que os investimentos possam ser feitos no aparelhamento das forças policiais e na possibilidade de ações integradas”, afirmou o ex-procurador. “Se tivéssemos feito isso nos anos 90, PCC e Comando Vermelho não teriam ultrapassado as divisas São Paulo e Rio de Janeiro e ganhado o Brasil e o mundo", completou. Sarrubbo destacou dois pontos do programa lançado nesta terça: a desarticulação do tráfico de armas e a um novo padrão para os presídios estaduais. Ele disse que é “muito importante” investir no sistema prisional dos estados, pois é nesses locais que os líderes de facções comandam os assassinatos. Na visão de Sarrubbo, o bloqueio do sinal de celular dessas prisões já poderia “diminuir drasticamente os assassinatos” no Brasil. “Muitas das medidas já estavam sendo fomentadas e estruturadas pelo governo federal, como o enfrentamento das armas, territórios e até essa questão prisional. [...] Vão tentar criar padrões de presídios federais também para os estados. Essa solução me parece muito interessante e um passo extraordinário no combate ao crime organizado. O Congresso Nacional queria colocar todos no sistema federal, aí transforma o sistema federal tão ruim quanto os que temos nos estados”, declarou. Para finalizar, o ex-secretário afirmou que a segurança pública será o tema principal da campanha eleitoral deste ano. Ele ressaltou a importância de avançar no combate ao crime após “40 anos de políticas públicas equivocadas” e estados trabalhando sem coordenação.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ex-secretario-diz-que-planalto-nao-gostava-de-lidar-com-tema-da-seguranca-publica
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