Nunes Marques toma posse como presidente do TSE nesta terça-feira (12)
Ministro substituirá Cármen Lúcia e comandará o tribunal durante as eleições de outubro; mandato é de dois anos
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Ighor Nóbrega
12/05/2026, 12:26 • Atualizado em 12/05/2026, 12:26
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O ministro do TSE Nunes Marques | Alejandro Zambrana/TSE
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), assume nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para mandato de dois anos. A cerimônia está marcada para às 19h na sede da Corte eleitoral.
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Os chefes dos três poderes estarão presentes no evento: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP) e o presidente do STF, Edson Fachin.
Ex-presidentes da República também foram convidados para a solenidade, incluindo Jair Bolsonaro e Fernando Collor de Mello, que cumprem prisão domiciliar e precisam de autorização do Supremo para comparecer.
O rito de sucessão será conduzido pela ministra Cármen Lúcia, que antecipou a saída do comando do TSE devido ao tempo curto de transição para as eleições de outubro.
O pleito será supervisionado pelo tribunal sob o comando de Nunes Marques. O vice-presidente será o ministro André Mendonça. Ambos foram indicados ao STF por Bolsonaro, em 2020 e 2021, respectivamente.
A presidência do TSE é definida pelo esquema de rodízio, sendo ocupada pelo critério de antiguidade entre os ministros do STF que ocupam uma cadeira na Corte eleitoral.
O tribunal é composto por sete ministros, sendo três do Supremo, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas.
TSE sob Nunes Marques
De perfil discreto, Kassio Nunes Marques entrará em sua fase de maior protagonismo no Judiciário até agora.
Ele já estabeleceu algumas diretrizes que adotará à frente do TSE: vai defender o sistema de votação por meio das urnas eletrônicas, quer fazer parcerias com universidades para combater os efeitos da inteligência artificial (IA) nas campanhas, usar menos a Polícia Federal em ações de monitoramento das redes, e adotar posição menos intervencionista da justiça no debate eleitoral.
Este último ponto marca forte diferença da condução das eleições de 2022, em que o TSE foi presidido pelo ministro Alexandre de Moraes.
No lugar de retirar conteúdo do ar, Nunes Marques defende uso preferencial do direito de resposta. Segundo aliados, para tirar a corte eleitoral do foco, e deixar o protagonismo para o eleitor e os candidatos.
Nunes Marques toma posse como presidente do TSE nesta terça-feira (12)Ministro substituirá Cármen Lúcia e comandará o tribunal durante as eleições de outubro; mandato é de dois anosJustiça2026-05-12T12:26:33.204ZO ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), assume nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para mandato de dois anos. A cerimônia está marcada para às 19h na sede da Corte eleitoral. Os chefes dos três poderes estarão presentes no evento: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP) e o presidente do STF, Edson Fachin. + Ex-presidentes da República também foram convidados para a solenidade, incluindo Jair Bolsonaro e Fernando Collor de Mello, que cumprem prisão domiciliar e precisam de autorização do Supremo para comparecer. O rito de sucessão será conduzido pela ministra Cármen Lúcia, que antecipou a saída do comando do TSE devido ao tempo curto de transição para as eleições de outubro. O pleito será supervisionado pelo tribunal sob o comando de Nunes Marques. O vice-presidente será o ministro André Mendonça. Ambos foram indicados ao STF por Bolsonaro, em 2020 e 2021, respectivamente. A presidência do TSE é definida pelo esquema de rodízio, sendo ocupada pelo critério de antiguidade entre os ministros do STF que ocupam uma cadeira na Corte eleitoral. O tribunal é composto por sete ministros, sendo três do Supremo, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas. TSE sob Nunes Marques De perfil discreto, Kassio Nunes Marques entrará em sua fase de maior protagonismo no Judiciário até agora. Ele já estabeleceu algumas diretrizes que adotará à frente do TSE: vai defender o sistema de votação por meio das urnas eletrônicas, quer fazer parcerias com universidades para combater os efeitos da inteligência artificial (IA) nas campanhas, usar menos a Polícia Federal em ações de monitoramento das redes, e adotar posição menos intervencionista da justiça no debate eleitoral. + Este último ponto marca forte diferença da condução das eleições de 2022, em que o TSE foi presidido pelo ministro Alexandre de Moraes. No lugar de retirar conteúdo do ar, Nunes Marques defende uso preferencial do direito de resposta. Segundo aliados, para tirar a corte eleitoral do foco, e deixar o protagonismo para o eleitor e os candidatos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/nunes-marques-toma-posse-como-presidente-do-tse-nesta-terca-feira-12
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