Quase 70 milhões de brasileiros percebem presença do crime organizado onde vivem
Pesquisa aponta avanço de facções e impacto direto na rotina e na sensação de segurança da população
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Bruna Carvalho
Quase 70 milhões de brasileiros percebem a presença do crime organizado — como tráfico de drogas, facções ou milícias — no local onde moram. É o que revela uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto Datafolha.
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Nas capitais e também no interior, dividir espaço com o crime se tornou uma realidade. Facções como o Comando Vermelho e o PCC, que por décadas se concentraram nos grandes centros, expandiram a atuação para cidades médias e pequenas. 68,7 milhões de pessoas, 41,2% da população acima de 16 anos, percebem a presença de criminosos ligados ao tráfico ou às milícias onde vivem.
Uma consequência direta dessa violência é a restrição do direito de ir e vir. Muitas pessoas relatam não poder sair de casa quando querem ou deixam de frequentar determinados lugares. Segundo a pesquisa, 65,4 milhões de brasileiros mudaram hábitos para evitar riscos impostos por grupos criminosos.
“Isso nos indica que, na verdade, o que a gente está tendo é uma convocação pra que cada pessoa faça a gestão de sua própria proteção. E isso, que deveria ser uma tarefa do Estado enquanto uma instituição coletiva, acaba sendo, aí, individualizada. E acaba sendo uma relação tão só de sobrevivência”, afirma Juliana Brandão, coordenadora temática do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Com o avanço da criminalidade, 71,1% dos entrevistados dizem ter receio de que um familiar se envolva com o tráfico. Quatro em cada dez relataram ter sofrido algum tipo de violência nos últimos 12 meses. Além disso, 64% revelam medo de represálias caso denunciem crimes.
Quase 70 milhões de brasileiros percebem presença do crime organizado onde vivemPesquisa aponta avanço de facções e impacto direto na rotina e na sensação de segurança da populaçãoBrasil2026-05-11T23:00:34.910ZQuase 70 milhões de brasileiros percebem a presença do crime organizado — como tráfico de drogas, facções ou milícias — no local onde moram. É o que revela uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto Datafolha. Nas capitais e também no interior, dividir espaço com o crime se tornou uma realidade. Facções como o Comando Vermelho e o PCC, que por décadas se concentraram nos grandes centros, expandiram a atuação para cidades médias e pequenas. 68,7 milhões de pessoas, 41,2% da população acima de 16 anos, percebem a presença de criminosos ligados ao tráfico ou às milícias onde vivem. Uma consequência direta dessa violência é a restrição do direito de ir e vir. Muitas pessoas relatam não poder sair de casa quando querem ou deixam de frequentar determinados lugares. Segundo a pesquisa, 65,4 milhões de brasileiros mudaram hábitos para evitar riscos impostos por grupos criminosos. “Isso nos indica que, na verdade, o que a gente está tendo é uma convocação pra que cada pessoa faça a gestão de sua própria proteção. E isso, que deveria ser uma tarefa do Estado enquanto uma instituição coletiva, acaba sendo, aí, individualizada. E acaba sendo uma relação tão só de sobrevivência”, afirma Juliana Brandão, coordenadora temática do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com o avanço da criminalidade, 71,1% dos entrevistados dizem ter receio de que um familiar se envolva com o tráfico. Quatro em cada dez relataram ter sofrido algum tipo de violência nos últimos 12 meses. Além disso, 64% revelam medo de represálias caso denunciem crimes.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/quase-70-milhoes-de-brasileiros-percebem-presenca-do-crime-organizado-onde-vivem
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