Trump diz que “relógio está correndo” e volta a ameaçar Irã com destruição
Presidente dos EUA afirmou que “não sobrará nada” do país persa caso Teerã não aceite rapidamente condições para encerrar guerra no Oriente Médio


SBT News
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã neste domingo (17) e afirmou que o país precisa agir “rápido” para encerrar o conflito no Oriente Médio.
“Para o Irã, o relógio está correndo, e é melhor eles se mexerem, rápido, ou não sobrará nada deles. O tempo é fundamental!”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.
A declaração ocorre uma semana depois de o republicano afirmar que não gostou da resposta iraniana à proposta apresentada pelos Estados Unidos para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro.
Na ocasião, Trump classificou o posicionamento de Teerã como “totalmente inaceitável”.
Segundo a agência estatal iraniana Irna, a resposta do regime foi enviada por meio do Paquistão, que atua como mediador das conversas entre Washington e Teerã.
O conteúdo da mensagem não foi divulgado oficialmente, mas, segundo relatos da imprensa estatal iraniana, o governo do Irã condicionou qualquer acordo a um cessar-fogo imediato e a garantias de segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
O país também teria pedido que a trégua fosse ampliada para aliados regionais, como grupos ligados ao Líbano.
As negociações também esbarram no programa nuclear iraniano. O governo dos EUA exige que o Irã suspenda o enriquecimento de urânio por ao menos uma década e entregue seu estoque enriquecido a 60%, percentual próximo do necessário para produção de armas nucleares. Já Teerã afirma que o programa possui apenas fins energéticos e rejeita incluir o tema na primeira fase das negociações.
Em entrevista à jornalista Sharyl Attkisson, Trump afirmou que os Estados Unidos precisariam de apenas duas semanas para concluir ataques contra os alvos restantes no território iraniano. Segundo ele, cerca de 70% das estruturas militares do país já teriam sido neutralizadas desde o início da ofensiva.
“Eles estão militarmente derrotados. Em suas próprias mentes, talvez não saibam disso. Mas acho que sabem”, declarou o presidente norte-americano.






