Márcio França indica que sua candidatura é prioridade no PSB: "Tebet é recém-filiada"
Ex-ministro do Empreendedorismo falou de disputa por vagas no Senado e palanque de Lula em SP ao SBT News



Emanuelle Menezes
Eduardo Gayer
Victoria Abel
Em meio à disputa pelas vagas ao Senado no palanque de Lula (PT) em São Paulo, o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) indicou que sua candidatura é prioridade no partido. Além dele, a ex-ministra Simone Tebet, que se filiou ao PSB no final de março, também é citada como pré-candidata da base aliada do presidente no estado.
"Presidi o partido, estou aqui há 40 anos. Seria natural que eu fosse candidato. Fui governador, disputei o Senado a pedido do presidente, era candidato a governador. A Simone veio como uma indicação do presidente Lula, ela é recém-filiada, era do MDB", disse em entrevista ao News Manhã, do SBT News.

Apesar disso, França ponderou que todos os nomes ventilados como candidatos ao Senado estão focados na reeleição de Lula e dispostos a negociar em prol de um palanque forte para o presidente no maior colégio eleitoral do país.
"Eu, a ministra Simone (Tebet), a ministra Marina (Silva) e o próprio Haddad estamos todos a serviço de uma lógica maior, que é a reeleição do presidente Lula com o presidente Alckmin. Qualquer coisa que seja bom para isso é o que será feito, é assim que eu enxergo", destacou o ex-ministro.
Segundo a colunista Nathalia Fruet, os partidos que estarão no palanque do ex-ministro Fernando Haddad ao governo de São Paulo negociam internamente como chegar a um acordo sobre os nomes ao Senado.
A avaliação é que tanto França quanto Tebet e Marina pontuam bem nas pesquisas de intenção de voto e a chapa tem potencial para derrotar nomes do campo conservador como Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL) e Ricardo Salles (Novo), já que ao que tudo indica os adversários terão mais de dois candidatos na disputa.
França reforçou que queria disputar a corrida para governador, mas a escolha de Lula foi outra. Segundo ele, agora caberá ao presidente ser "o árbitro da decisão" dos nomes ao Senado.
"Eu queria disputar o governo de São Paulo, mas o presidente Lula achou por bem que o Haddad disputasse. Me restou disputar a eleição para o Senado", afirmou.









