Política

Lula e Messias se encontram, discutem atuação de Alcolumbre e adiam definição sobre o futuro do chefe da AGU

Na conversa, presidente chegou a prometer uma nova indicação de Jorge Messias para uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal

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Jorge Messias, chefe da AGU, é o terceiro indicado de Lula para cargo de ministro do Supremo no atual governo do petista | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Jorge Messias, chefe da AGU, é o terceiro indicado de Lula para cargo de ministro do Supremo no atual governo do petista | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) e o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, tiveram um novo encontro na noite desta segunda-feira (4), apurou o SBT News. A conversa visava uma definição sobre o futuro de Messias após a indicação dele para uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ter sido rejeitada pelo Senado.

Lula disse manter confiança no chefe da AGU e pediu que ele permaneça no governo, contrariando posicionamento anterior do ministro.

Na última semana, Messias disse ao presidente que seu ciclo na AGU estava no fim e sinalizou que queria deixar a pasta. Lula, então, pediu que ele repensasse a posição e prometeu uma função de maior projeção.

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Nesta segunda (04), o presidente sinalizou que pode fazer uma nova indicação de Messias para o STF - sem detalhar, no entanto, se isso aconteceria ainda neste mandato ou em uma eventual reeleição.

Diante da promessa de maior protagonismo, também cresceu nos últimos dias a expectativa de uma dança das cadeiras na Esplanada, com a transferência de Messias para o Ministério da Justiça, hoje comandado por Wellington César Lima e Silva.

Lula e Messias devem ter uma nova conversa na próxima semana, após o presidente retornar da viagem aos Estados Unidos, prevista para acontecer entre quarta e sexta-feira (8).

No encontro desta segunda, o presidente e o ministro também analisaram a rejeição imposta pelo Senado e apontaram que até mesmo os senadores de oposição reconheceram que o chefe da AGU cumpria os requisitos constitucionais para ser nomeado ministro do STF.

Houve o diagnóstico, porém, de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teve papel central na derrota e que agiu pessoalmente para barrar a indicação.

Senador Alcolumbre em sessão sobre PL da Dosimetria  | Divulgação/Geraldo Magela Agência Senado
Senador Alcolumbre em sessão sobre PL da Dosimetria | Divulgação/Geraldo Magela Agência Senado

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