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Após culpar guerra por derrota, Trump ameaça destruir Irã

Casa Branca avalia retomar bombardeios em larga escala enquanto negociações diplomáticas para encerrar o conflito continuam

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Por SBT News
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | Foto: Elizabeth Frantz/Reuters - 05.11.2026

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | Foto: Elizabeth Frantz/Reuters - 05.11.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta quinta-feira (5), um dia depois de reconhecer que a guerra contra o país contribuiu para a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato. Durante uma conversa com jornalistas na Casa Branca, o republicano afirmou que poderá ampliar os ataques militares e que uma decisão será anunciada em breve.

"Agora vamos tomar uma decisão. Queremos ir mais longe e garantir que isso nunca mais aconteça?", perguntou Trump. "Eu preferiria não destruir o restante do país, se possível, mas talvez tenha que fazer isso. Vocês saberão em breve", acrescentou o presidente, em referência ao programa nuclear iraniano.

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A declaração ocorreu após uma reunião do presidente com integrantes de sua equipe de segurança nacional, a primeira desde as eleições de terça-feira (3). Segundo o site americano Axios, o governo avalia três possibilidades: retomar os bombardeios em larga escala, intensificar a pressão econômica sobre Teerã ou negociar um acordo que inclua concessões significativas por parte dos iranianos.

Trump também afirmou que o Irã poderá levar até 25 anos para se reconstruir dos danos provocados pela guerra, iniciada em fevereiro deste ano pelos Estados Unidos e por Israel. O presidente reiterou que não permitirá que Teerã desenvolva armas nucleares e que uma eventual solução deverá atender às exigências de Washington.

As novas ameaças ocorrem após a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). Os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, enfraquecendo a posição política de Trump para os dois últimos anos de seu mandato.

Na quarta-feira (4), Trump reconheceu que a guerra contra o Irã influenciou o resultado das chamadas "midterms", especialmente devido ao aumento dos preços dos combustíveis. Apesar disso, defendeu a decisão de iniciar o conflito e afirmou que não teria agido de maneira diferente.

"Acho que isso é em grande parte verdade, porque fez o preço da gasolina subir um pouco no curto prazo. Mas, ao mesmo tempo, se eu tivesse que fazer tudo de novo, faria, porque, no longo prazo, é a única resposta. Não podemos permitir que o Irã tenha uma arma nuclear", afirmou.

Apesar das ameaças, EUA e Irã continuam envolvidos em negociações diplomáticas para tentar encerrar o conflito. Segundo a Axios, representantes de países como Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Omã e Egito mantiveram contatos com autoridades iranianas nesta quinta-feira.

Ao mesmo tempo, as Forças Armadas americanas se preparam para uma eventual retomada dos ataques em larga escala. De acordo com uma autoridade ouvida pela Axios, o Comando Central dos Estados Unidos está finalizando os preparativos para novas operações, embora ainda não tenha recebido uma ordem definitiva da Casa Branca.

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