EUA se “levantaram contra Trump" em midterms, diz NYTimes
Editorial afirma que eleitores rejeitaram ações do presidente nas eleições de meio de mandato que deram ao Partido Democrata o controle da Câmara e do Senado
Por SBT News
Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Casa Branca | Foto: Annabelle Gordon/Reuters - 15.10.2026
Um editorial do New York Times, principal jornal dos Estados Unidos, publicado nesta quarta-feira (4), classificou a histórica “onda azul” do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato (midterms) como uma manifestação de repúdio dos americanos ao mandato do presidente Donald Trump.
O jornal cita as tentativas de interferência no processo eleitoral como parte do motivo que levou o país a dar um forte recado contra Trump e candidatos republicanos nos estados. Um sinal dessa mudança veio de redutos tradicionalmente vermelhos, como Texas, Carolina do Sul, Kansas e Geórgia, que elegeram senadores democratas pela primeira vez em décadas.
“Durante os últimos dois anos, o presidente Trump tentou subverter a democracia americana. Na terça-feira, os eleitores se levantaram contra ele”, pontua o editorial.
Para o jornal, o resultado é sinal da resistência de instituições democráticas e do sistema de freios e contrapesos, já que agora os democratas ampliarão seus poderes de fiscalização sobre o governo Trump nos próximos dois anos.
O editorial cita uma série de iniciativas do presidente que, segundo o NYT, tentaram influenciar o processo eleitoral. Entre elas estão mudanças nas regras de distritos eleitorais para favorecer candidatos republicanos, alegações falsas de fraude e medidas para restringir o voto pelo correio.
Para o New York Times, o resultado também reflete a insatisfação de eleitores independentes e de parte dos próprios republicanos com o segundo mandato de Trump, que o jornal define como “um fracasso”.
Passadas as midterms, a oposição terá mais espaço para investigar possíveis casos de corrupção e violações da lei envolvendo o governo. Também poderá apresentar propostas alternativas à agenda do presidente.
Resistência institucional
Além do voto popular, o editorial do jornal norte-americano destaca a atuação de funcionários eleitorais, advogados e juízes na proteção do processo democrático. São citados os mesários e profissionais que organizaram a votação e contabilizaram os votos, mesmo diante da pressão de Trump e das alegações de fraude generalizada.
Houve resistência de autoridades estaduais a pedidos do governo federal. No ano passado, o Departamento de Justiça exigiu que os estados fornecessem dados pessoais de eleitores, como datas de nascimento, informações de carteiras de motorista e parte dos números de identificação da Previdência Social.
Diversas autoridades se recusaram a entregar esses dados, inclusive integrantes do próprio Partido Republicano. Entre os exemplos citados estão a vice-governadora de Utah, Deidre Henderson, do Partido Republicano; a secretária de Estado de Michigan, Jocelyn Benson, do Partido Democrata; e o secretário de Estado da Virgínia Ocidental, Kris Warner, também republicano.
Os três foram processados pelo governo Trump após a recusa, mas venceram as disputas na Justiça.
Para o New York Times, os episódios demonstram a importância da descentralização do sistema político americano. A Constituição dos Estados Unidos permite que cada estado defina como suas eleições serão organizadas – o que, segundo o editorial, impediu que Trump anulasse decisões de autoridades locais.
EUA se “levantaram contra Trump" em midterms, diz NYTimesEditorial afirma que eleitores rejeitaram ações do presidente nas eleições de meio de mandato que deram ao Partido Democrata o controle da Câmara e do Senado Mundo2026-11-04T21:00:27.255ZUm , principal jornal dos Estados Unidos, publicado nesta quarta-feira (4), classificou a histórica “onda azul” do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato (midterms) como uma manifestação de repúdio dos americanos ao mandato do presidente Donald Trump. O jornal cita as tentativas de interferência no processo eleitoral como parte do motivo que levou o país a dar um forte recado contra Trump e candidatos republicanos nos estados. Um sinal dessa mudança veio de redutos tradicionalmente vermelhos, como Texas, Carolina do Sul, Kansas e Geórgia, que elegeram senadores democratas pela primeira vez em décadas. “Durante os últimos dois anos, o presidente Trump tentou subverter a democracia americana. Na terça-feira, os eleitores se levantaram contra ele”, pontua o editorial. Para o jornal, o resultado é sinal da resistência de instituições democráticas e do sistema de freios e contrapesos, já que agora os democratas ampliarão seus poderes de fiscalização sobre o governo Trump nos próximos dois anos. O editorial cita uma série de iniciativas do presidente que, segundo o NYT, tentaram influenciar o processo eleitoral. Entre elas estão mudanças nas regras de distritos eleitorais para favorecer candidatos republicanos, alegações falsas de fraude e Para o New York Times, o resultado também reflete a insatisfação de eleitores independentes e de parte dos próprios republicanos com o segundo mandato de Trump, que o jornal define como “um fracasso”. Passadas as midterms, a oposição terá mais espaço para investigar possíveis casos de corrupção e violações da lei envolvendo o governo. Também poderá apresentar propostas alternativas à agenda do presidente. Resistência institucional Além do voto popular, o editorial do jornal norte-americano destaca a atuação de funcionários eleitorais, advogados e juízes na proteção do processo democrático. São citados os mesários e profissionais que organizaram a votação e contabilizaram os votos, mesmo diante da pressão de Trump e das alegações de fraude generalizada. Houve resistência de autoridades estaduais a pedidos do governo federal. No ano passado, o Departamento de Justiça exigiu que os estados fornecessem dados pessoais de eleitores, como datas de nascimento, informações de carteiras de motorista e parte dos números de identificação da Previdência Social. Diversas autoridades se recusaram a entregar esses dados, inclusive integrantes do próprio Partido Republicano. Entre os exemplos citados estão a vice-governadora de Utah, Deidre Henderson, do Partido Republicano; a secretária de Estado de Michigan, Jocelyn Benson, do Partido Democrata; e o secretário de Estado da Virgínia Ocidental, Kris Warner, também republicano. Os três foram processados pelo governo Trump após a recusa, mas venceram as disputas na Justiça. Para o New York Times, os episódios demonstram a importância da descentralização do sistema político americano. A Constituição dos Estados Unidos permite que cada estado defina como suas eleições serão organizadas – o que, segundo o editorial, impediu que Trump anulasse decisões de autoridades locais. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-se-levantaram-contra-trump-em-midterms-diz-ny-times
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