A recuperação ocorre em meio a um ambiente externo mais favorável, impulsionado pelo resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as chamadas midterms, e pela forte desvalorização do petróleo no mercado internacional. A perspectiva de um possível recuo nas ofensivas americanas contra o Irã ajudou a reduzir as preocupações com a inflação nos Estados Unidos e abriu espaço para uma busca maior por ativos de risco.
O movimento, porém, não elimina as incertezas que pressionaram os ativos brasileiros nas últimas sessões. Por aqui, os investidores também acompanharam a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia nesta quarta-feira, após o fechamento do mercado, o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic.
A alta da Bolsa foi acompanhada pelo desempenho positivo de boa parte das ações de maior peso no índice. Os bancos avançaram, com destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4), que subiu 3,20% após divulgar seu balanço do terceiro trimestre.
O banco registrou lucro recorrente gerencial recorde de R$ 12,6 bilhões entre julho e setembro, crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025 e de 2,5% na comparação trimestral. Foi a 12ª alta consecutiva do lucro em relação ao trimestre imediatamente anterior.
As ações da Vale (VALE3) também contribuíram para o desempenho positivo do índice, com valorização de 3,63%.
Na direção oposta, os papéis da Petrobras tiveram um pregão de forte pressão, acompanhando o tombo das cotações internacionais do petróleo. As ações ordinárias (PETR3) caíram 7,26%, enquanto as preferenciais (PETR4) recuaram 6,92%, estendendo as perdas da véspera.
Entre as maiores altas do Ibovespa, a CSN Mineração (CMIN3) liderou os ganhos, com valorização de 11,93%. Na sequência, apareceram Vamos (VAMO3), que subiu 8,94%, Localiza (RENT3), com alta de 7,59%, Magazine Luiza (MGLU3), que avançou 7,07%, e Assaí (ASAI3), com ganho de 6,47%.
Na ponta negativa, Brava Energia (BRAV3) registrou a maior queda do dia, de 8,85%. A Prio (PRIO3) veio logo depois, com recuo de 8,49%. Também figuraram entre as maiores baixas BB Seguridade (BBSE3), com desvalorização de 7,26%, e Petrobras.
Dólar cai com maior apetite por risco
O dólar à vista recuou diante do real nesta quarta-feira, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana frente a seus pares no exterior e o maior apetite por risco nos mercados doméstico e internacional.
A forte queda do petróleo após o resultado das eleições americanas ajudou a reduzir as preocupações com uma eventual pressão adicional sobre a inflação nos Estados Unidos e, consequentemente, com a possibilidade de novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed).
No cenário doméstico, também contribuiu para o alívio a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordará a responsabilidade fiscal em um pronunciamento à nação previsto para domingo, 8. A informação de que o presidente deverá afirmar que não abrirá mão do compromisso com as contas públicas trouxe maior tranquilidade aos investidores.
O dólar comercial encerrou em queda de 0,64%, a R$ 5,452, próximo da mínima do dia, de R$ 5,451. Na máxima, a moeda chegou a R$ 5,498.
"A queda do dólar hoje parece estar relacionada, em parte, a uma correção das altas recentes, depois da forte desvalorização do real nos últimos dias, mas também reflete o resultado das eleições americanas. Apesar desse movimento, o câmbio continua bastante pressionado. A incerteza sobre a condução da política fiscal e a composição da equipe econômica mantém o mercado cauteloso, assim como a expectativa pela decisão do Copom", afirma Cristiane Quartaroli, economista chefe do Ouribank.
Petróleo despenca após eleições americanas
Os contratos futuros do petróleo registraram fortes perdas nesta quarta-feira, 4, levando o barril do WTI ao menor patamar desde agosto. O movimento ocorreu após a vitória expressiva do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos reforçar as expectativas de uma possível redução das tensões entre Washington e Teerã.
Os sinais de abertura diplomática entre os dois países e as declarações do presidente Donald Trump de que não pretende intensificar as ofensivas militares contra o Irã contribuíram para reduzir o prêmio de risco incorporado às cotações da commodity.
O petróleo Brent, referência internacional, com entrega para janeiro, encerrou em queda de 8,67%, cotado a US$ 94,62 por barril, na ICE. Já o WTI, referência americana com vencimento em dezembro, recuou 8,29%, a US$ 88,12 por barril, na Nymex.
Bolsas de Nova York disparam com resultado das midterms
Em Nova York, as bolsas registraram altas expressivas nesta quarta-feira, impulsionadas pelo resultado das eleições americanas e pelo recuo acentuado do petróleo.
A chamada "onda azul", em referência ao avanço democrata, foi recebida com otimismo pelos investidores, diante da possibilidade de maior equilíbrio político no Congresso e de uma redução das incertezas sobre os rumos da política econômica americana.
As declarações de Trump sobre a possibilidade de não ampliar os ataques ao Irã também ajudaram a derrubar as cotações do petróleo. Com isso, diminuíram as preocupações com a inflação americana, favorecendo a redução de posições defensivas e a busca por ativos de maior risco.
O Dow Jones disparou 3,03%, aos 53.356,12 pontos. O S&P 500 avançou 1,58%, aos 7.688,62 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,44%, aos 25.736,51 pontos.
Ibovespa retoma 167 mil pontos e dólar cai a R$ 5,45'Onda azul' nas midterms dos EUA animou mercados; petróleo despencou mais de 8%, enquanto bolsas de Nova York fecharam em forte altaEconomia2026-11-04T21:55:10.549Z acompanhando o maior apetite por risco nos mercados internacionais. O principal índice da B3 avançou 1,23%, aos 167.563,47 pontos, após oscilar entre a mínima de 165.541,38 e a máxima de 167.986,37 pontos. O volume financeiro somou R$ 32,9 bilhões. A recuperação ocorre em meio a um ambiente externo mais favorável, impulsionado pelo resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as chamadas midterms, e pela forte desvalorização do petróleo no mercado internacional. A perspectiva de um possível recuo nas ofensivas americanas contra o Irã ajudou a reduzir as preocupações com a inflação nos Estados Unidos e abriu espaço para uma busca maior por ativos de risco. O movimento, porém, não elimina as incertezas que pressionaram os ativos brasileiros nas últimas sessões. Por aqui, os investidores também acompanharam a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia nesta quarta-feira, após o fechamento do mercado, o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic. A alta da Bolsa foi acompanhada pelo desempenho positivo de boa parte das ações de maior peso no índice. Os bancos avançaram, com destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4), que subiu 3,20% após divulgar seu balanço do terceiro trimestre. O banco registrou lucro recorrente gerencial recorde de R$ 12,6 bilhões entre julho e setembro, crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025 e de 2,5% na comparação trimestral. Foi a 12ª alta consecutiva do lucro em relação ao trimestre imediatamente anterior. As ações da Vale (VALE3) também contribuíram para o desempenho positivo do índice, com valorização de 3,63%. Na direção oposta, os papéis da Petrobras tiveram um pregão de forte pressão, acompanhando o tombo das cotações internacionais do petróleo. As ações ordinárias (PETR3) caíram 7,26%, enquanto as preferenciais (PETR4) recuaram 6,92%, estendendo as perdas da véspera. Entre as maiores altas do Ibovespa, a CSN Mineração (CMIN3) liderou os ganhos, com valorização de 11,93%. Na sequência, apareceram Vamos (VAMO3), que subiu 8,94%, Localiza (RENT3), com alta de 7,59%, Magazine Luiza (MGLU3), que avançou 7,07%, e Assaí (ASAI3), com ganho de 6,47%. Na ponta negativa, Brava Energia (BRAV3) registrou a maior queda do dia, de 8,85%. A Prio (PRIO3) veio logo depois, com recuo de 8,49%. Também figuraram entre as maiores baixas BB Seguridade (BBSE3), com desvalorização de 7,26%, e Petrobras. Dólar cai com maior apetite por risco O dólar à vista recuou diante do real nesta quarta-feira, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana frente a seus pares no exterior e o maior apetite por risco nos mercados doméstico e internacional. A forte queda do petróleo após o resultado das eleições americanas ajudou a reduzir as preocupações com uma eventual pressão adicional sobre a inflação nos Estados Unidos e, consequentemente, com a possibilidade de novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed). No cenário doméstico, também contribuiu para o alívio a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordará a responsabilidade fiscal em um pronunciamento à nação previsto para domingo, 8. A informação de que o presidente deverá afirmar que não abrirá mão do compromisso com as contas públicas trouxe maior tranquilidade aos investidores. O dólar comercial encerrou em queda de 0,64%, a R$ 5,452, próximo da mínima do dia, de R$ 5,451. Na máxima, a moeda chegou a R$ 5,498. "A queda do dólar hoje parece estar relacionada, em parte, a uma correção das altas recentes, depois da forte desvalorização do real nos últimos dias, mas também reflete o resultado das eleições americanas. Apesar desse movimento, o câmbio continua bastante pressionado. A incerteza sobre a condução da política fiscal e a composição da equipe econômica mantém o mercado cauteloso, assim como a expectativa pela decisão do Copom", afirma Cristiane Quartaroli, economista chefe do Ouribank. Petróleo despenca após eleições americanas Os contratos futuros do petróleo registraram fortes perdas nesta quarta-feira, 4, levando o barril do WTI ao menor patamar desde agosto. O movimento ocorreu após a vitória expressiva do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos reforçar as expectativas de uma possível redução das tensões entre Washington e Teerã. Os sinais de abertura diplomática entre os dois países e as declarações do presidente Donald Trump de que não pretende intensificar as ofensivas militares contra o Irã contribuíram para reduzir o prêmio de risco incorporado às cotações da commodity. O petróleo Brent, referência internacional, com entrega para janeiro, encerrou em queda de 8,67%, cotado a US$ 94,62 por barril, na ICE. Já o WTI, referência americana com vencimento em dezembro, recuou 8,29%, a US$ 88,12 por barril, na Nymex. Bolsas de Nova York disparam com resultado das midterms Em Nova York, as bolsas registraram altas expressivas nesta quarta-feira, impulsionadas pelo resultado das eleições americanas e pelo recuo acentuado do petróleo. A chamada "onda azul", em referência ao avanço democrata, foi recebida com otimismo pelos investidores, diante da possibilidade de maior equilíbrio político no Congresso e de uma redução das incertezas sobre os rumos da política econômica americana. As declarações de Trump sobre a possibilidade de não ampliar os ataques ao Irã também ajudaram a derrubar as cotações do petróleo. Com isso, diminuíram as preocupações com a inflação americana, favorecendo a redução de posições defensivas e a busca por ativos de maior risco. O Dow Jones disparou 3,03%, aos 53.356,12 pontos. O S&P 500 avançou 1,58%, aos 7.688,62 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,44%, aos 25.736,51 pontos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/ibovespa-retoma-167-mil-pontos-e-dolar-cai-a-r-5-45
Na primeira reunião após a reeleição de Lula (PT), Copom reforça cautela em meio à piora das expectativas de inflação e preocupações com as contas públicas
Editorial afirma que eleitores rejeitaram ações do presidente nas eleições de meio de mandato que deram ao Partido Democrata o controle da Câmara e do Senado
Dono da Space X, Tesla e X publicou mensagem com referência a teorias sobre interferência eleitoral; ações de suas empresas registraram perdas nesta quarta (4)