Supremo nega pedido de Trump para barrar votos na Califórnia
Governo dos EUA pediu a suspensão da contagem de votos enviados pelo correio por suspeitar que esses eleitores não tinham cidadania americana
Sofia Pilagallo
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | Foto: Evelyn Hockstein/Reuters
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (2), uma tentativa do governo de Donald Trump de barrar cerca de 20 mil votos na Califórnia. Nenhum juiz do tribunal manifestou publicamente discordância da decisão. A decisão ocorre horas antes do último dia de votação nas chamadas midterms, as eleições de meio mandato, que decidirão a composição do Congresso.
O governo federal reuniu uma lista de eleitores registrados na Califórnia que, segundo autoridades federais, poderiam não ter cidadania americana. O Departamento de Justiça pediu que os votos enviados pelo correio pelas pessoas da lista ficassem fora da contagem até que a cidadania delas fosse verificada.
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A decisão da Suprema Corte é mais uma derrota judicial para o governo Trump em disputas sobre a votação. Em setembro, a Corte já havia rejeitado uma tentativa do governo de restringir o voto por correio em todo o país, embora tenha acolhido outros pedidos de emergência apresentados pela administração republicana.
Na Califórnia, um juiz federal já havia rejeitado o pedido, e um tribunal de apelações manteve a decisão por 2 votos a 1. No Alasca, em outro processo, uma juíza federal rejeitou uma ação do governo Trump que buscava impedir, sob determinadas condições, a confirmação de uma eventual vitória democrata na disputa pelo Senado.
"Os tribunais rejeitaram as tentativas do governo Trump de interferir nas eleições da Califórnia não uma, nem duas, nem três, mas quatro vezes — do tribunal distrital ao Nono Circuito e à Suprema Corte dos EUA", afirmou o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta. "Esta última decisão deve pôr fim à tentativa do governo de perturbar as eleições da Califórnia por meio de ordens judiciais de emergência."
São raros os casos de pessoas sem cidadania americana votarem em eleições federais. Autoridades da Califórnia afirmaram que a lista do governo federal parecia conter muitos erros, e o próprio Departamento de Justiça reconheceu falhas nos dados. As autoridades estaduais alertaram que cidadãos incluídos por engano na lista poderiam ter seus votos deixados de fora da contagem.
A votação está em andamento na Califórnia desde o início de outubro. O estado enviou cédulas pelo correio a todos os cerca de 23 milhões de eleitores registrados, e centenas de milhares de cédulas já foram processadas. Autoridades eleitorais da Califórnia afirmaram que, a essa altura, seria inviável localizar e separar as cédulas contestadas.
Supremo nega pedido de Trump para barrar votos na CalifórniaGoverno dos EUA pediu a suspensão da contagem de votos enviados pelo correio por suspeitar que esses eleitores não tinham cidadania americanaMundo2026-11-03T02:17:37.110ZA Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (2), uma tentativa do governo de Donald Trump de barrar cerca de 20 mil votos na Califórnia. Nenhum juiz do tribunal manifestou publicamente discordância da decisão. A decisão ocorre horas antes do último dia de votação nas chamadas midterms, as eleições de meio mandato, que decidirão a composição do Congresso. O governo federal reuniu uma lista de eleitores registrados na Califórnia que, segundo autoridades federais, poderiam não ter cidadania americana. O Departamento de Justiça pediu que os votos enviados pelo correio pelas pessoas da lista ficassem fora da contagem até que a cidadania delas fosse verificada. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique A decisão da Suprema Corte é mais uma derrota judicial para o governo Trump em disputas sobre a votação. Em setembro, a Corte já havia rejeitado uma tentativa do governo de restringir o voto por correio em todo o país, embora tenha acolhido outros pedidos de emergência apresentados pela administração republicana. Na Califórnia, um juiz federal já havia rejeitado o pedido, e um tribunal de apelações manteve a decisão por 2 votos a 1. No Alasca, em outro processo, uma juíza federal rejeitou uma ação do governo Trump que buscava impedir, sob determinadas condições, a confirmação de uma eventual vitória democrata na disputa pelo Senado. "Os tribunais rejeitaram as tentativas do governo Trump de interferir nas eleições da Califórnia não uma, nem duas, nem três, mas quatro vezes — do tribunal distrital ao Nono Circuito e à Suprema Corte dos EUA", afirmou o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta. "Esta última decisão deve pôr fim à tentativa do governo de perturbar as eleições da Califórnia por meio de ordens judiciais de emergência." São raros os casos de pessoas sem cidadania americana votarem em eleições federais. Autoridades da Califórnia afirmaram que a lista do governo federal parecia conter muitos erros, e o próprio Departamento de Justiça reconheceu falhas nos dados. As autoridades estaduais alertaram que cidadãos incluídos por engano na lista poderiam ter seus votos deixados de fora da contagem. A votação está em andamento na Califórnia desde o início de outubro. O estado enviou cédulas pelo correio a todos os cerca de 23 milhões de eleitores registrados, e centenas de milhares de cédulas já foram processadas. Autoridades eleitorais da Califórnia afirmaram que, a essa altura, seria inviável localizar e separar as cédulas contestadas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/supremo-nega-pedido-de-trump-para-barrar-votos-na-california
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