Hugo Motta cogita comissão externa da Câmara para investigar sonegação e crime organizado
Proposta do deputado Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, está sendo avaliada pela cúpula da Casa

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), cogita criar uma comissão externa para investigar sonegação de impostos, corrupção e ações do crime organizado. A proposta foi feita pelo deputado Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, e está sendo avaliada pela cúpula da Casa.
“Vamos analisar o pedido e ver a possibilidade para atender”, afirmou Motta ao SBT News. Lopes apresentou um requerimento para instalação do colegiado. O deputado do PP havia procurado o presidente da Câmara em dezembro para tratar do assunto e reforçou a demanda na noite desta segunda-feira (2).
Comissões externas do Congresso preveem atuação de parlamentares fora da sede do Legislativo. O objetivo é representar a Câmara ou o Senado em eventos, investigações e vistorias. Um exemplo são os colegiados que acompanham in loco os desastres ambientais. Os parlamentares visitam localidades, ouvem autoridades e produzem relatórios.
A comissão externa da Câmara, caso seja criada, se somará às investigações da Polícia Federal (PF) sobre o crime organizado que resultaram na Operação Carbono Oculto, deflagrada no ano passado para desmantelar esquema de fraudes no setor de combustíveis e na Faria Lima ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo.
“A pirataria, o contrabando, a sonegação fiscal e outras formas de economia ilegal constituem hoje um dos maiores entraves ao desenvolvimento do país, afetando diretamente setores produtivos estratégicos, desestimulando investimentos e ampliando redes criminosas organizadas”, justificou Lopes, no pedido de criação da comissão externa.
O colegiado teria nove membros titulares e igual número de deputados suplentes. “Nesse contexto, a criação de Comissão Externa permitirá reunir parlamentares de diferentes bancadas, ouvir especialistas, autoridades públicas, representantes do setor produtivo e da sociedade civil, mapear ações governamentais em curso e propor medidas legislativas e institucionais capazes de fortalecer o combate à pirataria e às demais ilegalidades que sustentam a economia informal e criminosa”, afirmou Lopes.



























