Valdemar ao SBT News: se Flávio for candidato único da direita, podemos ganhar no primeiro turno
‘Vamos trabalhar para unir todo esse pessoal da direita e do centro’, afirma o presidente do PL, em reação a Caiado no PSD

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, rechaça a possibilidade de uma terceira via ter êxito na disputa pelo Palácio do Planalto. Após Ronaldo Caiado anunciar sua saída do União Brasil e formar uma trinca de governadores no PSD dispostos a concorrer à Presidência, o dirigente partidário faz um apelo para que os partidos de centro-direita embarquem ainda no primeiro turno na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Vamos trabalhar, quando o Flávio voltar (de viagens no exterior), para unir todo esse pessoal da direita e do centro”, declarou Valdemar ao SBT News nesta quarta-feira (28), ao comentar o movimento do governador de Goiás com a sigla comandada por Gilberto Kassab. “Se eu fosse o Caiado, esperava para resolver isso no mês de abril”, emendou.
Ao contrário do que defende o PSD, o presidente do PL considera um erro a pulverização de candidaturas no campo político da direita. “Eu acho que não há (espaço para terceira via). Se você perguntar para qualquer político, não há dúvida de que quem vai estar no segundo turno é o Flávio”, disse.
Segundo Valdemar, pesquisas internas do PL mostram crescimento expressivo de Flávio, que teria até mesmo ultrapassado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações. “Poderíamos disputar uma eleição que nós teríamos condições de ganhar no primeiro turno”, afirmou o dirigente, em apelo aos partidos por uma candidatura única no campo da direita.
Caiado anunciou que disputará dentro do PSD a indicação ao Planalto com os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Uma comissão decidirá qual dos três será o candidato do partido. No União, ele ficou sem espaço para concorrer.
Kassab era entusiasta da candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência. Depois de Flávio ter se lançado com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, o dirigente do PSD passou a apostar em candidato próprio ao Planalto.
Os partidos de centro-direita avaliam que Bolsonaro escolheu Flávio como candidato apenas para manter a família no controle dos rumos políticos da direita, mesmo que a consequência seja a reeleição de Lula. Os líderes dessas siglas acreditam que a rejeição ao sobrenome pode inviabilizar a candidatura do senador.


























