"Não se ganha contra a máquina do governo com candidato único de oposição", diz Caiado
Governador de Goiás espera cenário parecido com o das eleições no Chile, com vários nomes da direita no primeiro turno e o mais forte avançando para o segundo

SBT News
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira (28) que "não se ganha contra a máquina do governo com candidato único de oposição". Recém-filiado ao PSD após deixar União Brasil, ele disse em entrevista ao News Primeira Edição, do SBT News, que espera ser o escolhido da sigla de Gilberto Kassab para disputar eleições presidenciais de 2026. Uma comissão do partido vai definir nome entre ele e governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Junior.
No comando de Goiás pelo segundo mandato consecutivo, o também ex-senador e ex-deputado federal declarou que sempre defendeu múltiplas candidaturas como melhor estratégia para derrotar o presidente Lula (PT). "Não estamos sendo candidatos para fazer oposição a nenhum outro que venha como candidato da centro-direita", reforçou.
"O que Lula quer é um candidato só no primeiro turno. Pra usar a máquina pública pra tentar desestabilizar um candidato. Agora, [intervalo para] segundo turno são apenas 21 dias. E aí, aquele que atravessar pro segundo turno já vai pro abraço, vai pra vitória tranquilamente, porque essa realmente é a vontade da população brasileira", projetou.
Caiado, de 76 anos, disse não ver embaralhamento de nomes da direita no primeiro turno e fez previsão de cenário parecido com o que ocorreu no Chile em 2025, quando José Antonio Kast avançou para o segundo e derrotou Jeannette Jara, candidata de esquerda apoiada pelo ex-presidente Gabriel Boric.
"Quando um sai candidato [do PSD], sai com objetivo claro. Pode repetir o que aconteceu no Chile, onde vários saíram pela centro-direita. Um candidato, com junção de todos em torno daquele aprovado para o segundo turno... e, aí sim, houve vitória. Esse é o objetivo. Não terá esgarçamento nem desgaste com candidatura nem de Flávio, muito menos de Zema. Cada um vai buscar seu espaço", reforçou.
Mandatário de Goiás relatou ao SBT News que "muitos se surpreenderam" com anúncio de filiação dele ao PSD feito ontem, ao lado de Kassab, Leite e Ratinho Junior. Também informou que nome escolhido pela sigla terá apoio dos outros dois e liberdade nos palanques dos estados.
"Sabemos que só tem uma vaga e três candidatos. Agora, é realmente se dedicar e ver quem vai ser o escolhido. Mas pelo menos eu tenho uma chance de poder ser candidato. No União Brasil, que terá federação com o PP, eu já não teria mais essa alternativa, tinha porta fechada. União entendeu isso", explicou.
Caiado colocou 4 de abril como data de referência para definição do PSD. "Não sei dizer se antes ou após. Aquele que for levado à condição de candidato terá apoio dos demais, total liberdade para que possamos fazer nossos palanques estaduais de acordo com nossas convicções e também com plano de governo que definiremos nos próximos meses", detalhou.








