Vice de Caiado lidera manifesto do MDB contra aliança nacional com Lula
Maioria dos diretórios do partido prega neutralidade do comando nacional na disputa pelo Palácio do Planalto

A maioria dos diretórios estaduais do MDB decidiu se posicionar publicamente contra uma eventual aliança nacional do partido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dos 27 comandos regionais, 16 assinaram nesta terça-feira (3) um manifesto ao presidente da sigla, Baleia Rossi (SP), para rejeitar a possibilidade de a legenda ocupar a vaga de vice na chapa do petista à reeleição.
O documento também é endossado pelo presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Alceu Moreira (MDB-RS), pela presidente do MDB Mulher, Katia Lobo, pelo ex-presidente do partido José Fogaça e pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. O manifesto foi organizado pelo vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), que pretende concorrer à sucessão de Ronaldo Caiado no Estado. O atual governador, por sua vez, é um dos pré-candidatos do PSD ao Palácio do Planalto.
O manifesto prega neutralidade do comando do partido na disputa nacional e que o MDB libere seus diretórios para fazerem as alianças mais vantajosas politicamente. No Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste, a tendência é endossar uma candidatura de direita ao Planalto. No Nordeste e em alguns estados do Norte, os integrantes do partido preferem se aliar a Lula.
O movimento ocorre após uma ala do PT considerar trocar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por um vice do MDB na chapa à reeleição, com o objetivo de ampliar a aliança eleitoral de Lula já no primeiro turno.
"Defendemos a independência dos diretórios e do partido de modo geral na eleição presidencial, focando nossas ações prioritariamente nos processos eleitorais regionais e nas composições para as Casas Legislativas", diz o manifesto do MDB, obtido pelo SBT News.
"Nós, signatários deste documento, temos a segurança de afirmar que representamos a ampla maioria do Partido, entre diretórios e lideranças. Confiantes em sua condução sempre serena e democrática do MDB, defendemos que nosso posicionamento seja tornado público pelos canais oficiais da sigla", afirma outro trecho do documento.
Além da resistência dos diretórios emedebistas, a ideia de barganhar a vaga de vice na chapa de Lula também incomodou o PSB. Alckmin tem rechaçado concorrer a outro cargo, como senador ou governador de São Paulo, neste ano.













































