Indústria do fumo reage ao governo Lula e sugere regulamentar cigarros eletrônicos
Abifumo afirma que aumentar tributos sobre o cigarro, como anunciado pelo Ministério da Fazenda, tende a levar os consumidores a buscarem o mercado ilegal

O aumento do imposto sobre o cigarro, anunciado nesta semana pelo governo Lula, já começa a gerar reações no setor. A indústria do fumo, que atua para reverter a medida do Ministério da Fazenda, tem sugerido como alternativa para aumentar a arrecadação federal a regulamentação dos cigarros eletrônicos.
Em nota, a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) afirma que aumentar os tributos sobre o cigarro tende a levar os consumidores a buscarem o mercado ilegal. De acordo com a entidade, o reajuste do preço mínimo do produto aplicado em 2024 não foi capaz de reduzir o consumo.
“O setor defende que a regulamentação dos dispositivos eletrônicos para fumar, hoje proibidos no Brasil, seja considerada como alternativa para reduzir o espaço do contrabando e trazer para a legalidade um consumo que hoje ocorre sem controle do Estado e sem arrecadação de impostos”, diz o documento.
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide no cigarro aumentou de R$ 2,25 por maço para R$ 3,50, enquanto o preço mínimo da carteira passou de R$ 6,50 para R$ 7,50.
O governo anunciou a medida para compensar o impacto fiscal dos decretos que zeraram as alíquotas de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação e o biodiesel, produtos impactados pela instabilidade no mercado de combustíveis causada pela guerra no Irã.
“Quando o preço do produto legal sobe de forma desproporcional, o consumidor migra para o mercado clandestino, que opera sem controle sanitário e financia organizações criminosas”, diz o presidente da Abifumo, Edimilson Alves.




















































