Com foco na Meta, deputado pede CPI de big techs pós-eleição
Parlamentar do União Brasil quer investigação de plataformas digitais após Meta ser acusada de privilegiar publicações ligadas a Flávio Bolsonaro na eleição

O deputado federal Fausto Pinato (União-SP) começou a colher assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara sobre possível interferência de plataformas digitais nas eleições de 2026. O principal foco do parlamentar é investigar a atuação da Meta na campanha deste ano.
Para ser protocolado, um pedido de CPI precisa do apoio de pelo menos 171 deputados, um terço da Casa.
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O deputado quer apurar se houve isonomia na aplicação de critérios de distribuição e recomendação de conteúdo político-eleitoral, nas restrições de alcance de publicações nas redes sociais, em remoção ou suspensão de posts e contas, nas políticas de moderação de conteúdo, no uso de inteligência artificial para produzir material político e na transparência da publicidade eleitoral.
Durante a campanha, o PT acusou a Meta de prejudicar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao dar mais impulso a publicações de perfis ligados ao então candidato Flávio Bolsonaro (PL).
“Quem decide a eleição é o eleitor, não o algoritmo. Se as plataformas aplicaram regras diferentes para candidatos diferentes, a sociedade tem o direito de saber. Convido os colegas de todos os partidos a assinarem”, diz Fausto Pinato.
A Meta nega intenção de favorecer um candidato específico e atribui a diferença de tratamento entre Lula e Flávio a falhas técnicas do algoritmo.
























