PV declara apoio à reeleição de Hugo Motta na Câmara
Partido que forma federação com o PT reforça tendência da esquerda de apoiar o atual presidente da Câmara, para isolar o PL

Hugo Motta durante abertura dos trabalhos na Câmara dos Deputados | Reprodução: TV Câmara
Depois de conquistar o apoio de PDT e PSB, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu também nesta quarta-feira (21) o endosso do PV para sua recondução ao cargo em 2027. O partido, que compõe uma federação com o PT e o PCdoB, elegeu sete deputados federais.
O PV reforça a tendência da esquerda de integrar a aliança de Motta para isolar o PL na Câmara. Agora são 13 siglas que decidiram caminhar com o deputado paraibano na eleição marcada para fevereiro.
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Embalado pelo resultado do primeiro turno das eleições, o partido de Flávio Bolsonaro passou a defender publicamente o lançamento de um candidato contra Motta na Câmara. A sigla tem dois nomes que disputam a indicação: Sóstenes Cavalcante (RJ) e Altineu Côrtes (RJ).
Diante da ofensiva do PL, Motta passou a articular uma frente ampla de apoio à sua reeleição. O PV, se soma, agora, a outros 12 partidos: Republicanos, União Brasil, PP, PSD, MDB, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, PDT e PSB.
A tendência no PT também é de apoio a Motta, mas o partido só se reunirá para tomar a decisão depois do segundo turno.
No Senado, o PL terá vida mais fácil para tirar Davi Alcolumbre (União-AP) porque o bolsonarismo elegeu uma bancada mais expressiva. Na Câmara, o partido de Flávio elegeu 121 deputados, mas a esquerda (PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede) tem 124. Os dez que já haviam anunciado apoio a Motta, juntos, somam 252 parlamentares.
Como mostrou a coluna, Flávio tem sido aconselhado a evitar, caso eleito, um erro da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em 2015, a petista tentou interferir na eleição legislativa para evitar a chegada de Eduardo Cunha ao comando da Câmara, mas o PT perdeu a disputa. Cunha, então, assumiu o posto como inimigo do Planalto e se tornou o algoz de Dilma no impeachment.
























