Setor produtivo se une contra fim da escala 6x1 no Senado
Confederações pressionam Senado contra redução da jornada; Alcolumbre pauta PEC a pedido de Lula

Protesto em Brasília pedindo fim da escala 6x1 | Divulgação/Valter Campanato/Agência Brasil
Entidades que representam o setor produtivo se uniram nesta terça-feira (6) para pressionar o Senado contra o fim da escala 6x1. Em nota conjunta, confederações de Indústria, Comércio e Agricultura dizem que a redução na jornada de trabalho, bandeira do governo Lula, aumentaria a inflação e o desemprego.
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“Para as instituições que assinam esse manifesto, não há justificativa plausível para que uma matéria de tamanho impacto sobre os setores econômicos seja votada sem um amplo e aprofundado debate, especialmente em um momento marcado pela pressão das urnas”, afirmam as entidades, na nota.
A discussão no plenário do Senado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 teve início hoje. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve a proposta na pauta mesmo após o revés do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições.
Parte do mundo político esperava que a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas no domingo (4) colocaria um freio na tramitação da PEC. Mas Alcolumbre decidiu continuar ajudando a campanha petista no segundo turno.
“Os efeitos de uma eventual redução da jornada de trabalho serão significativos para setores como indústria, comércio, transporte, agricultura, cooperativismo, saúde e serviços em geral, provocando aumento dos custos de produção, redução das contratações formais e a consequente pressão sobre a inflação”, diz outro trecho da nota conjunta.
A nota é assinada por Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).
De acordo com a CNI, somente a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, elevaria os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões, com queda de 0,7% do PIB brasileiro, o que equivale a R$ 76,9 bilhões.

























