Política

Lula irá ao G20 nos EUA mesmo após Trump questionar eleição

Reunião está prevista para 14 e 15 de dezembro, em Miami, e será a primeira entre os presidentes após desgastes diplomáticos e apoio dos EUA a Flávio Bolsonaro

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Murilo Fagundes
Lula durante encontro com Donald Trump nos EUA. | Foto: Ricardo Stuckert

Lula durante encontro com Donald Trump nos EUA. | Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá à cúpula do G20, realizada em Miami, nos Estados Unidos, mesmo após o seu par americano, Donald Trump, colocar dúvidas sobre a eleição presidencial no Brasil. A informação foi confirmada pelo SBT com interlocutores próximos ao governo. O encontro, previsto para os dias 14 e 15 de dezembro, será realizado no hotel de Donald Trump e marcará a primeira reunião entre os presidentes brasileiro e norte-americano após uma série de desgastes diplomáticos e geopolíticos.

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Trump apoiou publicamente o adversário de Lula nas eleições brasileiras, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e posteriormente chegou a questionar o resultado do pleito no Brasil. Sem apresentar provas, Trump deu a entender que a disputa poderia ter sido fraudada.

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Além disso, o republicano autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos com visto por "razões humanitárias". O senador viajou ao país um dia após perder as eleições presidenciais.

Nos últimos dias, porém, Trump adotou uma postura mais cautelosa em relação ao cenário político brasileiro. O presidente norte-americano afirmou que não iria se envolver nas eleições brasileiros após Flávio Bolsonaro se declarar "presidente eleito" país em uma carta de teor golpista.

Apesar de todo esse pano de fundo, interlocutores dizem nos bastidores que a gestão petista está "tranquila" por conta da vitória "estrondosa" nas urnas — como resumiu uma fonte governista. A tranquilidade do governo Lula se baseia no fato de que tanto a Organização dos Estados Americanos (OEA) quanto a missão de especialistas eleitorais do Carter Center reconheceram a integridade dos resultados oficiais das eleições brasileiras.

“O Carter Center, juntamente com observadores nacionais e observadores internacionais independentes, testemunhou a conclusão bem-sucedida da eleição presidencial de 2026 e o contínuo compromisso do Brasil com a democracia”, afirmou Jennie Lincoln, chefe da missão.

Uma fonte da administração Trump, ouvida pela correspondente do SBT em Washington, Patrícia Vasconcellos, disse que apresentar-se como “presidente de fato” do Brasil não era algo desejado pelo governo norte-americano.

Nesta quinta-feira (29), Trump confirmou que conversará com Lula sobre o processo eleitoral brasileiro. Apesar disso, voltou a criticar as eleições no país.

Trump ainda não reconheceu oficialmente a vitória de Lula nas eleições presidenciais nem parabenizou o petista pelo resultado, diferentemente de outros líderes internacionais, como o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez; a presidente do México, Claudia Sheinbaum; e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.

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