Economia

Acordo Brasil-Noruega não elimina exigências sanitárias

Embaixador defendeu comércio previsível e com diversificação de parceiros em meio à incertezas geopolíticas

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Caio Barcellos
Kjetil Elsebutangen, embaixador da Noruega no Brasil | Embaixada Noruega/Divulgação

Kjetil Elsebutangen, embaixador da Noruega no Brasil | Embaixada Noruega/Divulgação

O acordo comercial entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), apresentado nesta quinta-feira (29) pelo embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, não elimina as exigências sanitárias. Apesar de a Noruega não fazer parte da União Europeia (UE), o país integra o Espaço Econômico Europeu (EEE), que os conecta ao mercado único europeu e exige o cumprimento de regras comuns, inclusive sanitárias.

Desde 3 de setembro, a UE restringe a entrada de determinados produtos brasileiros de origem animal, incluindo carnes bovina e de aves, por considerar insuficientes as garantias apresentadas pelo Brasil sobre o cumprimento das exigências relativas ao uso de antimicrobianos.

"É algo que não tem a ver com o acordo [...] e não é uma medida comercial da Noruega contra o Brasil. A Noruega faz parte do espaço econômico europeu e, como neste espaço há um processo de verificar estas medicamentos antimicrobianos, precisamos esperar esse processo e a conclusão [das restrições impostas pela União Europeia", afirmou o embaixador.
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No sentido contrário, aproximadamente 97% do comércio brasileiro com o conjunto da EFTA será integralmente liberalizado. A abertura será gradual para parte das mercadorias, com prazos que podem chegar a 15 anos.

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