Economia

Dívida pública chega a R$ 9,38 tri em setembro

Cerca de 99% do aumento de R$ 90,22 bilhões em relação a agosto foi provocado pela incorporação de juros, segundo o Tesouro

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Caio Barcellos
Dívida pública chega a R$ 9,38 trilhões em setembro | Divulgação/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Dívida pública chega a R$ 9,38 trilhões em setembro | Divulgação/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Dívida Pública Federal (DPF) aumentou R$ 90,22 bilhões em setembro e chegou a R$ 9,38 trilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional.

Na comparação com os meses anteriores, a dívida pública apresentou as seguintes variações:

- Agosto de 2026: alta de 0,97%, sobre R$ 9,29 trilhões;

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- Setembro de 2025: alta de aproximadamente 15,5%, sobre R$ 8,12 trilhões.

🔎 A dívida pública representa o dinheiro que o governo deve aos investidores que compram seus títulos. Esses papéis são utilizados para financiar necessidades do Tesouro e administrar compromissos financeiros. O valor pode crescer tanto pela emissão de novos títulos quanto pela incorporação de juros

Juros pressionam endividamento

No mês, o avanço foi provocado principalmente pela incorporação de R$ 89,46 bilhões em juros, o equivalente a 99,2% do aumento do estoque da dívida, que representa tudo o que o governo ainda deve aos seus credores.

Cerca de apenas R$ 764 milhões (0,8%) decorreram da emissão líquida de títulos públicos, quando o governo coloca mais títulos no mercado do que resgata. O resultado reflete a emissão de R$ 189,44 bilhões e o resgate de R$ 188,67 bilhões.

A dívida interna aumentou 1,04%, passando de R$ 8,94 trilhões para R$ 9,04 trilhões. Já a dívida externa recuou 0,82%, encerrando setembro em R$ 345,41 bilhões.

O custo médio da dívida pública acumulado em 12 meses também aumentou, de 12,59% ao ano em agosto para 12,63% em setembro.

Apesar da alta no indicador geral, o custo médio da dívida interna diminuiu de 13,06% para 13,03% ao ano. Já o custo das novas emissões no mercado doméstico, considerado em uma janela de 12 meses, recuou de 13,96% para 13,89%.

Vencimentos e investidores

A parcela da dívida que precisa ser paga ou refinanciada nos próximos 12 meses aumentou de 16,39% em agosto para 19,95% em setembro, enquanto o prazo médio da dívida permaneceu estável em 4,10 anos.

A reserva de liquidez do Tesouro -conhecida como “colchão da dívida”- cresceu 5,33% em setembro, passando de R$ 1,21 trilhão para R$ 1,27 trilhão. Segundo o relatório, o montante disponível é suficiente para cobrir 7,71 meses de vencimentos da dívida pública interna, funcionando como uma proteção contra dificuldades de financiamento no mercado.

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