Política

Tereza desafia partido e articula disputa contra Alcolumbre

União e PP anunciaram apoio à reeleição de Alcolumbre, mas senadora aposta em receber o endosso do PL se defender o impeachment de ministros do STF

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Iander Porcella
Tereza Cristina. | Reprodução/Redes sociais/@terezacristinams

Tereza Cristina. | Reprodução/Redes sociais/@terezacristinams

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) decidiu desafiar a própria federação partidária da qual faz parte e manter sua intenção de concorrer à presidência do Senado. A decisão ocorre após União Brasil e PP anunciarem nesta terça-feira (27) apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para o comando da Casa.

De acordo com pessoas próximas a Tereza, ela aposta em ter o apoio do PL para concorrer ao cargo em fevereiro. O partido comandado por Valdemar Costa Neto pretende lançar o senador Rogério Marinho (RN) na disputa, mas há uma avaliação de que ele ficou desgastado com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.

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Aliados de Tereza afirmam que, com o fortalecimento de Alcolumbre após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será preciso um nome de centro e mais agregador para enfrentar o atual presidente do Senado. Por isso, avaliam que Marinho não seria o nome ideal.

Depois de receber o aval da federação União-PP, Alcolumbre espera nos próximos dias o apoio de MDB, Republicanos, PT, PDT e PSB.

Em nota, Tereza deu o tom da postura que pretende adotar.

“A eleição da presidência do Senado é decidida em fevereiro pelo voto livre, soberano e secreto de cada um dos 81 senadores”, afirmou.
“Observamos que os 54 novos senadores eleitos e reeleitos sequer foram diplomados e têm todo o direito de expressar, no momento apropriado, sua vontade e, naturalmente, a dos eleitores que representam”, emendou.

Interlocutores de Tereza afirmam que ela terá de se comprometer a abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente de Alexandre de Moraes, se quiser ganhar o apoio do PL.

O PL terá 28 senadores na próxima legislatura, a maior bancada do Senado. A maior parte dos eleitos tem como bandeira o impeachment de magistrados. Senadores bolsonaristas de outros partidos, como o Novo, também defendem a medida.

Alcolumbre é próximo de Moraes, e sua reeleição à presidência da Casa pode significar um novo freio aos pedidos de impeachment contra o ministro.

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