Política

Boulos defende barrar bolsonaristas do comando do Congresso

Ministro defende articulação com partidos do Centrão para impedir que parlamentares ligados ao PL assumam as presidências da Câmara e do Senado

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu nesta quarta-feira (28) uma articulação política ampla com partidos do Centrão para impedir que parlamentares ligados ao PL assumam as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Para o ministro, evitar que o bolsonarismo comande as duas Casas é essencial para a estabilidade democrática e institucional do país.

"É preciso impedir que um bolsonarista comande o Congresso Nacional", declarou Boulos em entrevista ao programa Central de Notícias. "Eu acho que qualquer pessoa progressista, em sã consciência, concorda com isso. O presidente do Senado é também o presidente do Congresso Nacional, e o mesmo vale para a Câmara."

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Questionado sobre as negociações para as eleições das mesas diretoras e a possibilidade de apoio a nomes como Davi Alcolumbre, no Senado, e Hugo Motta, na Câmara, Boulos afirmou que a articulação será conduzida pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

Segundo o ministro, a definição do arranjo ocorrerá com a posse da nova legislatura, mas o campo progressista precisa agir com pragmatismo para construir maiorias parlamentares.

O PL conquistou as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com 121 e 28 cadeiras, respectivamente.

Sobre as especulações a respeito da formação do próximo ministério e da acomodação de lideranças aliadas que disputaram as eleições, o ministro afirmou que as discussões ainda não começaram.

"Não está na agenda desse momento ainda a composição do governo daqui a dois meses. Tudo que se tem de conversa, de especulação, de matéria, não passa disso: especulações puras e simples", declarou Boulos.

O ministro ressaltou que a decisão caberá exclusivamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Quem tem autoridade para montar o governo é quem teve 65 milhões de votos para isso. Ele fará no momento certo; até lá, cada qual que está no governo segue no seu lugar", afirmou.

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